19

Mar

Minha avó se chamava Maria Camilo.

Pela vó Maria. E por tantas outras Marias que viveram, resistiram e, muitas vezes, sofreram em silêncio. Pelas que ainda sofrem ou que não compreendem as violências que vivem. E pelas que seguem lutando hoje — porque nenhuma de nós começou do zero

18

Mar

“Pecadores”: o tempo, o corpo e o blues

A música como acesso à transcendência, os saberes do corpo, a perenidade do afeto e o choque entre eternidades no filme de vampiro recordista de indicações ao Oscar

18

Mar

Fabio Morábito: “Não me sinto mais estrangeiro do que qualquer outro escritor”

Em “Idioma materno”, o poeta e prosador mexicano Fabio Morábito reúne 84 breves ensaios que transformam episódios cotidianos em reflexões sobre criação literária, a experiência da leitura e o papel da linguagem

17

Mar

Democracia totalitária, o musical

Vigiada e punida é um excelente exercício de conversão de um corpo ferido em um corpo insubmisso, emancipado da violência que o procurou aniquilar

17

Mar

Rita Segato: “Violações contra mulheres são crimes políticos”

Referência internacional nos estudos sobre violência de gênero, colonialidade e poder, Segato é autora de livros que se tornaram centrais no debate feminista

17

Mar

Nem toda pessoa trans tem um nome morto

Isabella me contempla hoje, mas já fui — e sou — Juliana, Milena, Micky e também Matheus. Todos esses nomes dizem um pouquinho de mim e me mostram que há sempre espaço para eu me reinventar. Meu nome civil, portanto, não está nada morto

16

Mar

Somos uma solidão

O monólogo “Do lado de cá”, de Dieudonné Niangouna, é uma criação cênica na qual a concisão de sua duração (55 minutos) corresponde à intensidade de um lampejo

16

Mar

Humberto Werneck: “Não é impossível que nesse pós-Drummond algo me devolva à ficção”

O livro de contos “Pequenos fantasmas”, de Humberto Werneck, publicado pela editora Seja Breve, foi um dos livros resenhados na Cult de março. A equipe da Cult conversou com o autor sobre o livro

13

Mar

Celebração da identidade e autocomemoração

Édouard Louis deixa de promover a cultura da memória e da identidade – tão cara em sua literatura – para virar ele próprio um acontecimento, que inclui, problematicamente, sua autocomemoração

13

Mar

Wittgenstein e os limites da literatura contemporânea

O escritor Marcelo Ariel comenta dois lançamentos recentes do filósofo austríaco-britânico Ludwig Wittgenstein

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