Apresentação | especial Ficções do feminino na literatura brasileira Redação

O especial Ficções do feminino na literatura brasileira reúne nove textos, publicados anteriormente em edições diversas, que cobrem o período de 2015 a 2023, sob a ótica do amplo espectro irradiado pela escritura feminina em terras brasileiras: a poesia de Ana Cristina Cesar, Eliane Potiguara, Orides Fontela e Stella do Patrocínio e a prosa de Clarice Lispector, Hilda Hilst, Maura Lopes Cançado e Ruth Guimarães

Clarice Lispector: A teia sutil de uma poética feminista Rita Terezinha Schmidt

Trajetórias das personagens de Clarice oscilam em movimentos de resistência, submissão e transgressão, num aprendizado doloroso de autoconsciência e percepção do mundo

Ana Cristina Cesar: Poesia em fogo pelos ares Erica Martinelli Munhoz

Será possível pensar alguma confluência entre imagem vivida e imagem poética na obra de Ana Cristina Cesar, que não reduza a leitura da poesia, mas a faça ecoar ainda mais?

Três cartas de Clarice Lispector: o imprevisto Nádia Battella Gotlib

A força da vocação para a literatura se revela em diferentes instâncias do repertório epistolográfico da escritora

Eliane Potiguara: Antes que tudo em mim se transforme em morte Alberto Pucheu

A poeta e pensadora indígena feminista é uma sobrevivente da luta política pela afirmação das mulheres indígenas e da vida dos povos originários

Hilda Hilst: As faces espelhadas de Eros Eliane Robert Moraes

O desejo de se arriscar em projetos textuais ainda mais ousados norteou a fase final da escrita hilstiana

Maura Lopes Cançado: Os loucos parecem eternos Heitor Ferraz Mello

A literatura enredada de Maura Lopes Cançado, escritora mineira que passou vários anos internada em hospícios do Rio de Janeiro

Orides Fontela e a filosofia Marilena Chaui

A poesia nasce de uma profanação e por isso seu nascimento se dá no mundo do sagrado como violência que traz o ser onde só havia o nada

Ruth Guimarães: Centenário de uma pioneira Joaquim Maria Botelho

Nem sempre os escritores são, como pessoa, tão relevantes quanto os seus textos. De Ruth Guimarães pode-se dizer que era

Stella do Patrocínio: Vozes subterrâneas Paulo Henrique Pompermaier

“Nega, preta, crioula”, a poeta Stella do Patrocínio atravessou com sua fala a própria condição social, a vida no hospício e o precipício humano

Fevereiro

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