O ato analítico como resistência à algoritmização dos afetos pela IA Douglas Rodrigues Barros

Se a inteligência artificial se tornou a terapeuta contemporânea, é porque vivemos numa época que prefere a adaptação ao sintoma à sua ruptura

O que não se programa: IA, psicanálise e os limites do método científico Cristian Arão e Nanci Nakamura

Ao adentrar o território da psicoterapia, a inteligência artificial não apenas testa os limites de sua aplicabilidade, como também levanta uma questão: é possível traduzir o sofrimento humano em dados e protocolos?

Entre a voz e o sujeito: Por uma IA que fale em nosso nome Leandro Modolo e Samuel Galiego

Ao “colonizarem” afetos, tempo e atenção, as IAs corporativas não apenas exploram a subjetividade, como também recriam suas fronteiras psíquicas sob a lógica da vigilância e da produtividade

A IA é suficientemente boa? Fabrício Mesalira Marcelino e Jesiane Oliveira Sousa

pode ser animadora a possibilidade de, pela primeira vez, encontrar “alguém” dedicado a ouvir e responder – mesmo sendo esse interlocutor um robô bastante limitado

O desencaixe da IA: Repetição e abertura Raquel Rachid

A aproximação entre psicanálise e inteligência artificial permite ir além de respostas reativas ou exclusivamente regulatórias, desafiando leituras consagradas que interpretam a tecnologia como fator exógeno a ser domesticado

O mal-estar na digitalização: Da ferida narcísica imposta pelas IAs ao risco de aniquilação Cian Barbosa e Cláudia Henschel de Lima

Considerando que IAs têm autonomia de aprendizagem, e seu impacto em uma nova gramática da guerra, o descentramento do eu jamais esteve tão alinhado a seu risco iminente de aniquilação desde o desenvolvimento científico da bomba atômica

Grandes sertões – dois pontos! – travessias Felipe Franco Munhoz e Victor Kutz

O alemão Berthold Zilly e a australiana Alison Entrekin estão a poucos passos de concluir longas travessias: serão publicadas, enfim, suas versões de um dos nossos romances mais inventivos e consagrados: “Grande sertão: veredas”, de João Guimarães Rosa

Caminhos do sertão no mundo árabe Felipe Franco Munhoz

Said Benabdelouahed, tradutor de “Grande sertão: veredas” para o árabe (publicado em 2024), fala sobre seu processo de trabalho, as complexidades e a importância do romance de Rosa

Árduo trabalho de investigação Victor Kutz

A Cult conversa com Leonencio Nossa sobre o recém-lançado “João Guimarães Rosa: Biografia”

Novo e fulminante Carla Bessa

Com absoluto domínio da economia da escrita, Maria Fernanda Maglio constrói no romance “Lá é o tempo” uma narrativa galopante e magnética

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