No mundo dos anti-heróis Ronaldo Bressane

A importância dos anti-heróis para a produção de ‘graphic novels’ brasileiras   Se é que se pode apontar um denominador comum na graphic novel brasileira, este gênero tão transgênero, é: o desprezo unânime em relação à figura do super-herói. A graphic novel anglófona viu o romance gráfico adulto florescer à sombra de obras-primas como Elektra … Continue lendo “No mundo dos anti-heróis”

Vertentes para além da ficção Joca Reiners Terron

O engajamento político das HQs com acontecimentos reais Como suporte versátil que é, as histórias em quadrinhos têm cumprido o papel de divulgar clássicos de sua prima mais velha, a literatura, quase sempre com resultados facilitadores e simplistas. Em chave mais nobre, costuma servir de espaço a outros gêneros literários, como biografias, memórias, ensaio e … Continue lendo “Vertentes para além da ficção”

Batismo e sintaxe de um novo gênero Joca Reiners Terron

Um percurso desde o surgimento das graphics novels até os novos “Joyces” que inovam sua linguagem   O termo “graphic novel” (romance gráfico) se popularizou na indústria dos quadrinhos com Um contrato com Deus (Devir, 2007), álbum de Will Eisner (1917-2005) publicado originalmente em 1978. Ao mesmo tempo que o batismo ideológico procurava libertar o … Continue lendo “Batismo e sintaxe de um novo gênero”

A ascensão do romance gráfico Manuel da Costa Pinto

A associação da HQ com a experiência moderna marcada pela abundância de signos visuais   Alguns gêneros literários – como a lírica e o drama (com suas variantes, comédia e tragédia) – parecem eternos, com origem em alguma espécie de Big bang daquilo que modernamente denominamos “literatura”. Mas se a própria noção de literatura tem … Continue lendo “A ascensão do romance gráfico”

Autobiografia e testemunho Alberto Pucheu

A voz intempestiva e anacrônica de um povo em desaparecimento Leio a primeira frase de A queda do céu, de Davi Kopenawa e Bruce Albert, e é como se ela temporariamente me bastasse, como se eu tivesse de ficar um tempo apenas com ela, como se eu tivesse de ruminá-la, de deixá-la pairando, ou melhor, … Continue lendo “Autobiografia e testemunho”

Fora da torre de marfim – três textos de intervenção de Theodor W. Adorno Felipe Catalani

Esses três pequenos textos vão contra a imagem construída de Adorno como o filósofo da torre de marfim indiferente a toda conjuntura política e social. Sua crítica ao ativismo irrefletido e ao imperativo da práxis não significava uma ignorância em relação à necessidade de resistência política, tampouco em relação à gravidade dos fatos. Ainda hoje, … Continue lendo “Fora da torre de marfim – três textos de intervenção de Theodor W. Adorno”

Não fazer nada – com Adorno? Sílvio Rosa Filho

A certa altura de Minima moralia, Adorno trata de discernir o sentido e o valor da locução “não fazer nada”. Quem já leu o aforismo n. 100 desse livro estará lembrado de que o autor alemão recorre a expressões em língua francesa, por duas vezes: a primeira, remetendo ao título de um livro de Maupassant, … Continue lendo “Não fazer nada – com Adorno?”

Uma dialética do especulativo e do concreto Ricardo Musse

Em suas considerações metodológicas, concentradas em grande medida no livro Dialética negativa e no artigo “O ensaio como forma”, Theodor W. Adorno expõe sua teoria como um “pensamento de conteúdos”. Com essa denominação, designa a forma de conhecimento que resulta do mergulho no heterogêneo, sem as amarras e a segurança de categorias prévias. Prescinde, assim, … Continue lendo “Uma dialética do especulativo e do concreto”

Dialetica come diavolo Vladimir Safatle

Todo leitor de Thomas Mann conhece esta passagem. Ela está no capítulo 2 de Doutor Fausto e narra o momento em que o diabo procura o compositor Adrian Leverkühn para firmar com ele um pacto, mostrar-lhe o caminho da nova linguagem musical. Conversa tensa, que em dado momento é suspensa pela contemplação de uma impressionante … Continue lendo “Dialetica come diavolo”

A dialética do feminino em Theodor W. Adorno ou: “a própria mulher é já o efeito do chicote”? Deborah Christina Antunes

“As mulheres deveriam ter direito sobre seus próprios corpos”, disse Theodor W. Adorno durante uma “philosophical jam-session” com Max Horkheimer na manhã de 12 de março de 1956 que originaria uma versão contemporânea do Manifesto Comunista jamais publicada. As notas dessa sessão de improvisos filosóficos, tomadas por Gretel Adorno, podem ser encontradas no original em … Continue lendo “A dialética do feminino em Theodor W. Adorno ou: “a própria mulher é já o efeito do chicote”?”

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