Alessandra Affortunati Martins

Colunista

Psicanalista e doutora em Psicologia Social e do Trabalho pela USP. Autora de "Sublimação e Unheimliche" (Pearson, 2017), "A abstração e o sensível: três ensaios sobre o Moisés de Freud" (E-galáxia, 2020) e organizadora de "Freud e o patriarcado" (Hedra, 2020).

Boletos, prestígio e a exploração do trabalho artístico no sistema neoliberal Alessandra Affortunati Martins

Não seria tempo de renunciar ao elã em torno do prestígio para reivindicar coletivamente melhores condições laborais?

Freud entre duas mulheres: implosão do Édipo e conflito de classes Alessandra Affortunati Martins

“Couro imperial: raça, gênero e sexualidade no embate colonial”, de Anne McClintock, estremece o complexo de Édipo freudiano de maneira perturbadora

Queda da aura: palavras, imagens e mídias sociais Alessandra Affortunati Martins

Nas redes, usuários são operários escravizados disparando balas – e a engrenagem roda velozmente, impulsionada pelo submundo de nossos desejos e angústias

O ‘pretuguês’ na psicanálise: reflexões de Lélia Gonzalez Alessandra Affortunati Martins

A autora e militante dança com a língua, mostra seus molejos, sua riqueza, distante da polidez empolada à qual tentamos nos adequar

Vagina pulsante e penetração intelectual: sobre a filosofia de Paul B. Preciado Alessandra Affortunati Martins

Parece haver algo de novo na escrita do filósofo Paul B. Preciado: a experiência de ler seus textos filosóficos excita. Suas palavras incendeiam o corpo

A órbita dos homens-planeta Alessandra Affortunati Martins

Com as lições 19 e 20 de ‘O Seminário, livro 2’, de Lacan, temos condições de desenhar com maior precisão a organização psíquica de sujeitos nazifascistas

Olhares remotos: os 80 anos da morte de Walter Benjamin Alessandra Affortunati Martins

Em Benjamin, a estética descontínua dos textos tem fisionomia próxima a das constelações: cada brilho isolado de um ponto luminoso reflete-se em outro

Como dói o dedo na ferida! Alessandra Affortunati Martins

Qual o papel da branquitude de classe média e alta nas lutas de identidade das minorias sociais? A piedade não tem lugar nesta batalha.

Mulheres e poder: o nome próprio e os índices da liberdade Alessandra Affortunati Martins

Um dos indícios do poder patriarcal está em simbolizar os movimentos da existência por regras de fixação temporal e reservas de propriedades

Duplo: face profana do gênio romântico Alessandra Affortunati Martins

Como o conceito freudiano de duplo pode substituir a noção de genialidade ao elucidar processos psíquicos implicados na produção de obras artísticas e intelectuais

“Apesar de”: o valor do trabalho de intelectuais e artistas na era do coronavírus Alessandra Affortunati Martins

A sobrevivência de artistas e intelectuais, hoje, implica em converter a aura do gênio em mercadoria

Fernanda Gomes: por uma geometria da fragilidade Alessandra Affortunati Martins

A retrospectiva de sua obra na Pinacoteca expõe a potência vigorosa de singelos objetos e de seus efeitos compositivos com o espaço

Os demônios da liberdade Alessandra Affortunati Martins

Quase sempre evocados pelos aspectos demoníacos, as formas artísticas de Sertão expõem a faceta farsesca e hipócrita da moral e dos bons costumes

Conhecer pode ser destruir Alessandra Affortunati Martins

Explorar inesperados e inusitados cantos de afetos, reflexões e raciocínios é o convite que o conjunto da exposição de Cildo Meireles faz a todos nós

Breve homenagem a Wagner Schwartz II Alessandra Affortunati Martins

Atacado por performance nu, Wagner Schwartz retorna com ‘A boba’ na MITsp, e expande a linguagem do corpo em torno do vazio

Tensas relações entre arte e política: as vanguardas e o modelo etnográfico Alessandra Affortunati Martins

O viés etnográfico na arte pode ser uma reiterada colonização traumática do Outro; apresentá-lo como objeto exótico pode ser não só regressivo, mas violento

Fascismo ontem e hoje: o Moisés de Freud e Werner Jaeger Alessandra Affortunati Martins

Freud e Werner Jaeger: dois nomes de peso, com olhos voltados para a Antiguidade na mais tenebrosa hora. O que eles viam?

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