O que o algoritmo aprendeu sobre o desejo? A violência contra pessoas LGBTQIAPN+ na era do capitalismo de dados
Em 17 de maio de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista de doenças. Trinta anos depois, o que significa combater a LGBTQIAPN+fobia quando ela opera em sistemas automatizados invisíveis, administrados por corporações não eleitas e alimentados por dados cedidos sem plena consciência?
Dos Crimes de Maio ao Levante de Manguinhos: a insurgência das mães negras e o fortalecimento democrático Gabrielle Abreu
Há 20 anos, os chamados “Crimes de Maio” marcavam profundamente a lógica da segurança pública em São Paulo e a história da violência perpetrada pelo Estado no Brasil
O caso Cazarré, o desalento do povo brasileiro e a nostalgia masculina Bárbara Cristina Souza Barbosa
Qualquer uma que tenha assistido ao filme “Boi Neon”, dirigido por Gabriel Mascaro, testemunhou, com um aperto no peito, as últimas notícias sobre o curso idealizado por Juliano Cazarré, “O Farol e a Forja”
A vertigem do vertical: Microdramas e a colonização do instante Diorman Amaral
Como a fragmentação do audiovisual redesenha a experiência e dissolve a narrativa na cultura digital contemporânea
Lembrança verdadeira: dez anos do golpe e da mentira organizada contra Dilma Rousseff Jean Wyllys
Dez anos depois do golpe, o que está em jogo não é apenas a interpretação do processo que levou à queda de Dilma Rousseff. O que está em disputa é a própria natureza dos fatos
Umberto Eco e o silêncio programado Sérgio Mauro
À maneira de Dante, Umberto Eco foi homem do seu tempo, sempre indagando os motivos e as causas das crises políticas da sua época
Erika Hilton, a categoria “cis” e o desconforto com a complexidade Helena Vieira
A chegada de Erika Hilton à presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher recolocou em cena uma controvérsia que, no Brasil, raramente permanece no nível das ideias
Recomendações da CSW70 mostram o quanto o Brasil ainda precisa enfrentar seu legado colonial Natália Carneiro
Entre 2003 e 2023, estimativas indicam que entre 2,7 mil e 3,4 mil mulheres foram resgatadas de condições análogas à escravidão no país
Nem toda pessoa trans tem um nome morto Isabella Miranda
Isabella me contempla hoje, mas já fui — e sou — Juliana, Milena, Micky e também Matheus. Todos esses nomes dizem um pouquinho de mim e me mostram que há sempre espaço para eu me reinventar. Meu nome civil, portanto, não está nada morto
O retorno estratégico do essencialismo biológico Berenice Bento
Essa estratégia discursiva (“nós, mulheres”) tem sido acionada secularmente por mulheres que berram aos ventos em defesa da estabilidade da identidade feminina, calcada em estruturas hormonais, cromossômicas e na potência reprodutiva dos corpos femininos. Tremem, no entanto, de pavor diante da possibilidade de terem qualquer identificação com as mulheres negras e, mais recentemente, as mulheres trans.





