Vladimir Safatle

É filósofo, professor livre docente da USP, autor de Só mais um esforço (Três Estrelas, 2017), "O circuito dos afetos: Corpos políticos, desamparo e o fim do indivíduo" (Cosac Naify, 2015), "A esquerda que não teme dizer o seu nome" (Três estrelas, 2012), entre outros

O Brasil que queremos Vladimir Safatle

O filósofo Vladimir Safatle analisa a construção do país e reflete que nos últimos anos o Brasil perdeu a ilusão que estava em um rumo de prosperidade sustentável. No entanto, a melancolia atual não impede uma reconstrução por meio da imaginação social

O fascismo nasce das contradições do progresso? Vladimir Safatle

O filósofo Vladimir Safatle analisa as origens do “fascismo brasileiro” e como o progresso que não chegou para todos produziu alicerces violentos e ambientes sem solidariedade.

Parar o pior Vladimir Safatle

Seria efetivamente mais responsável se a comunidade internacional estivesse engajada em discussões sobre como parar a guerra, em vez de tentar sustentá-la material e simbolicamente

Depois da posse: o que esperar Vladimir Safatle

A repetição do discurso de Salvador Allende, 48 anos depois, no mesmo lugar e pela mesma pessoa simbólica, é apenas a tentativa de apagar um processo histórico que agora retornava

Deixar de ser nação Vladimir Safatle

Uma das transformações mais expressivas a ser propostas pelo Processo constitucional chileno é o fim do Estado-nação

Que tipo de mudança? Vladimir Safatle

Se há aqueles que reconhecem uma dimensão insurrecional pela qual passou o Chile, é difícil encontrar voz dissonante quando a questão é sobre o que pode o governo que se inicia no dia 11

Lutar para mudar: como o Chile chegou até aqui Vladimir Safatle

Em 11 de março, o Chile terá um novo governo. Mas essa não é apenas mais uma troca de governo em um sistema de alternância típico da democracia liberal. Esse é o início de um momento tenso, cheio de dinâmicas imprevisíveis

Os dois tempos de uma análise Vladimir Safatle

Falamos em “sociedade doente” porque seu funcionamento normal precisa da perpetuação daquilo que ela mesma considera “patológico”

O sentido das repetições históricas Vladimir Safatle

A eleição de Gabriel Boric é o aprofundamento da mesma via chilena de cinquenta anos atrás, quando da experiência do governo de Salvador Allende, entre 1970 e 1973

Ler Marighella Vladimir Safatle

Agora que o Brasil começa enfim a ver Carlos Marighella, podemos esperar que ele comece a ler Carlos Marighella. Pois esse talvez foi, de todos o apagamentos a que foi submetido, certamente um dos mais brutais

Para que serve um Eu Vladimir Safatle

O que Marguerite Duras coloca em circulação é um singular dispositivo que determina sexo como desabamento da representação, como lembrança daquilo que, nele, ocorre empurrando a linguagem para sua borda

O poder também dança Vladimir Safatle

A parada militar de 2017 em comemoração à queda da Bastilha deveria estar nos livros de ciência política por explicar como o poder efetivamente funciona

A polifonia das lutas Vladimir Safatle

Mais do que “produzir” sujeitos, discursos “dividem” sujeitos entre o que, deles mesmos, eles conseguirão nomear e o que irá corroer o processo de nomeação

Sobre a vivência concreta do sexual Vladimir Safatle

Safatle responde à réplica de Eduardo Leal Cunha: “O que é da ordem da sexualidade se constitui a partir de uma disjunção profunda entre práticas e normas”

Não há heterossexuais Vladimir Safatle

O que aconteceria se descobríssemos que não há sujeito algum que possa ser descrito dessa forma, que “heterossexual” é uma categoria vazia?

Dar a sombra: Celan em seus cem anos Vladimir Safatle

Em Celan, céu não é apenas o lugar no qual brilham as estrelas, mas onde o firmamento se confunde com o mar, com seu fundo de correntezas invisíveis

Andrzej Żuławski: as imagens das sínteses impossíveis Vladimir Safatle

Em filmes como ‘Possessão’ (1981) e ‘A fidelidade’ (2000), cineasta compreendeu a estetização da histeria como chave possível para certa forma de realismo

Marx ataca Vladimir Safatle

Lançamento dos Grundrisse reatualiza ideias do filósofo, como fetichismo e alienação

O mal-estar nas ciências humanas Vladimir Safatle

As humanidades são acusadas de serem irrelevantes, fazerem pesquisas ideologicamente comprometidas e não “dialogar” com a sociedade

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