O ato analítico como resistência à algoritmização dos afetos pela IA Douglas Rodrigues Barros

Se a inteligência artificial se tornou a terapeuta contemporânea, é porque vivemos numa época que prefere a adaptação ao sintoma à sua ruptura

Grandes sertões – dois pontos! – travessias Felipe Franco Munhoz e Victor Kutz

O alemão Berthold Zilly e a australiana Alison Entrekin estão a poucos passos de concluir longas travessias: serão publicadas, enfim, suas versões de um dos nossos romances mais inventivos e consagrados: "Grande sertão: veredas", de João Guimarães Rosa

Caminhos do sertão no mundo árabe Felipe Franco Munhoz

Said Benabdelouahed, tradutor de "Grande sertão: veredas" para o árabe (publicado em 2024), fala sobre seu processo de trabalho, as complexidades e a importância do romance de Rosa

O que não se programa: IA, psicanálise e os limites do método científico Cristian Arão e Nanci Nakamura

Ao adentrar o território da psicoterapia, a inteligência artificial não apenas testa os limites de sua aplicabilidade, como também levanta uma questão: é possível traduzir o sofrimento humano em dados e protocolos?

O mal-estar na digitalização: Da ferida narcísica imposta pelas IAs ao risco de aniquilação Cian Barbosa e Cláudia Henschel de Lima

Considerando que IAs têm autonomia de aprendizagem, e seu impacto em uma nova gramática da guerra, o descentramento do eu jamais esteve tão alinhado a seu risco iminente de aniquilação desde o desenvolvimento científico da bomba atômica

Árduo trabalho de investigação Victor Kutz

A Cult conversa com Leonencio Nossa sobre o recém-lançado "João Guimarães Rosa: Biografia"

O problema da humanidade não é o conceito de raça, mas o racismo, que é filhote da raça. A raça mãe morreu, mas o filho está solto e continua a fazer suas vítimas

Kabengele Munanga,

Cult 290 (fevereiro de 2023)

Lutar pela autonomia corporal de pessoas trans é garantir que seus corpos sejam considerados legítimos e livres.

Beatriz Bagagli e Thayz Athayde,

Cult 290 (fevereiro de 2023)

Ainda não perdemos o medo diante das desobediências infantis. É isso que queremos legar às crianças, que elas devem ser como nós, adultos incapazes de questionar o exercício da vida?

Sofia Favero,

Cult 290 (fevereiro de 2023)

Cannes 2026, dia 8: “The man I love”, “La bola negra” e “Notre salut” Bruno Ghetti

O estadunidense Ira Sachs resolveu enfrentar o tema da epidemia de Aids na década de 1980, em "The man I love", sobre um ator que contrai HIV e doenças oportunistas, não tendo muito tempo de vida pela frente

Cannes 2026, dia 8: “Minotaur” e “Les Roches Rouges” Bruno Ghetti

A direção de Zvyagintsev é metódica e precisa, e a tensão cumulativa das cenas fortalece o poder de envolvimento deste grande filme, já um dos favoritos à Palma de Ouro

Cannes 2026, dia 7: “Natal amargo”, “L’inconnue” e “Fjord” Bruno Ghetti

Em seu conto "Amarga navidad", que serviu de base para o filme "Natal amargo", Pedro Almodóvar, a certa altura, escreve: “O pânico e a enxaqueca não são cinematográficos porque não têm nenhuma ação que os acompanhe”

O que o algoritmo aprendeu sobre o desejo? A violência contra pessoas LGBTQIAPN+ na era do capitalismo de dados

Em 17 de maio de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista de doenças. Trinta anos depois, o que significa combater a LGBTQIAPN+fobia quando ela opera em sistemas automatizados invisíveis, administrados por corporações não eleitas e alimentados por dados cedidos sem plena consciência?

Cannes 2026, dia 3: “Histoires parallèles” e “Soudain” Bruno Ghetti

"Histoires parallèles", do iraniano Asghar Farhadi, é um exemplo elucidativo sobre o quanto um filme pode dar errado quando um diretor trabalha com um material que escapa à sua zona de segurança estética. "Soudain", do japonês Ryusuke Hamaguchi, não poderia ser mais diferente da obra de Farhadi

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