O poeta bissexto

Antes de se dedicar ao gênero memorialístico, Pedro Nava manteve um convívio com os poetas modernistas que resultou numa produção esporádica, porém vigorosa, cujo melhor momento é o poema “O defunto”, que prenuncia as atitudes do autor em relação à morte.   Às vésperas do centenário do nascimento de Pedro Nava, as suas Memórias vêm … Continue lendo “O poeta bissexto”

O adeus interminável

Desde Dante, Camões, Shakespeare e Milton até Joyce, Rilke, Borges e Genet, a literatura ocidental tem sido refém da teologia agostiniana e do desejo de transcender a condição humana Waldecy Tenório Por que ele se confessa, Agostinho, e se atormenta tanto e não nos deixa em paz? “Eis o meu coração, Senhor, eis o meu … Continue lendo “O adeus interminável”

O crítico e o poeta Baudelaire

Poeta-crítico da modernidade, as reflexões estéticas de Baudelaire abrangeram a música, a literatura e as artes plásticas A partir […] do primeiro concerto, fui possuído pelo desejo de penetrar mais a fundo na compreensão dessas obras singulares. […]. Minha volúpia tinha sido tão forte e tão horrível que eu não podia me abster de querer … Continue lendo “O crítico e o poeta Baudelaire”

A tragédia da política

Há uma continuidade profunda e fundamental entre O Príncipe e Hamlet, que se deve a terem ambos uma plena compreensão da natureza trágica da ação política São bem conhecidas as páginas em que Nicolau Maquiavel diz que o príncipe que deseje engrandecer sua pátria deve “aprender a não ser bom” e dispor-se, se o exigirem … Continue lendo “A tragédia da política”

Devaneios em torno de uma psicanálise errante

No trabalho com as imagens, no contato com o movimento dos 24 quadros por segundo, percebemo-nos como psicanalistas que o mundo questiona e interroga.   “Deambular por uma cidade qual um caminhante solitário e por essas errâncias ir descobrindo o que nunca vemos. Instaurar um olhar, carne do mundo de uma cidade cotidiana que se … Continue lendo “Devaneios em torno de uma psicanálise errante”

Universos mínimos

Decifrar a trajetória “sígnica” do haiku foi um exercício interativo que mobilizou os poetas brasileirosde 1922, sintonizados com as tendências da arte modernista que imigrava via Europa.

A moda como manifesto da arte Ricardo Oliveros

Ela não deve ser entendida como roupa, assim como o cinema não deve ser considerado, na sua essência, como filme, mas como um sistema que afirma o seu tempo

Chama incontida

Os escritores Clarice Lipector e Lúcio Cardoso mantiveram um amor platônico, expressando em cartas e crônicas essa “coisa íntima que está sempre queimando” Lúcio disse, certa vez, à Clarice que ela não tivesse medo do futuro porque ela era um ser com a chama da vida. Clarice não se convenceu e depositou no amigo a … Continue lendo “Chama incontida”

Entre Platão e o apagão

Foi o pano de fundo autoritário que deu sentido e alguma justificativa ao debate sobre a tecnocracia no Brasil; a moderna economia brasileira é, em grande parte, um produto da intervenção estatal Nem planejamento, nem justiça social: as duas noções são enganadoras e incompatíveis com a liberdade, segundo Friedrich Hayek, um dos economistas mais polêmicos … Continue lendo “Entre Platão e o apagão”

Monumento às claras

Erico Verissimo declarou, diversas vezes, que escrevia para fazer amigos, leitores; trata-se do mais legível de nossos clássicos Erico Verissimo não tinha um grande segredo. Eis seu maior charme. Muitos artistas, por trás da obra que produzem, trazem um inferno silencioso com o qual criam uma espécie de segunda personagem, para além do próprio artista … Continue lendo “Monumento às claras”

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