Erika Hilton, a categoria “cis” e o desconforto com a complexidade Helena Vieira
A chegada de Erika Hilton à presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher recolocou em cena uma controvérsia que, no Brasil, raramente permanece no nível das ideias. Em vez de uma discussão consequente sobre representação, reapareceu o velho impulso de transformar a existência de uma mulher trans numa espécie de problema conceitual ambulante
Clarisse Escorel: “O romance é uma corrida de longa distância” Carolina Martins
“O amor na sala escura” (Bazar do Tempo), primeiro romance de Clarisse Escorel, chegou às livrarias no final de fevereiro. Em entrevista à Cult, a autora fala sobre o processo de escrita, os desafios de se aventurar no romance, suas inspirações literárias, os encontros e desencontros amorosos e a presença da capital carioca em sua obra
Recomendações da CSW70 mostram o quanto o Brasil ainda precisa enfrentar seu legado colonial Natália Carneiro
Discutir emancipação se torna importante para a criação de políticas públicas direcionadas à inclusão econômica dessas mulheres, reconhecendo as barreiras históricas que limitam o acesso a crédito, financiamento e oportunidades múltiplas de autonomia financeira
Minha avó se chamava Maria Camilo. Gênero & Misoginia | Bruna Camilo
Pela vó Maria. E por tantas outras Marias que viveram, resistiram e, muitas vezes, sofreram em silêncio. Pelas que ainda sofrem ou que não compreendem as violências que vivem. E pelas que seguem lutando hoje — porque nenhuma de nós começou do zero
“Pecadores”: o tempo, o corpo e o blues Duanne Ribeiro
A música como acesso à transcendência, os saberes do corpo, a perenidade do afeto e o choque entre eternidades no filme de vampiro recordista de indicações ao Oscar
Fabio Morábito: “Não me sinto mais estrangeiro do que qualquer outro escritor” Carolina Martins
Em “Idioma materno”, o poeta e prosador mexicano Fabio Morábito reúne 84 breves ensaios que transformam episódios cotidianos – lembranças de infância, cenas familiares, descobertas de leitor – em reflexões sobre criação literária, a experiência da leitura e o papel da linguagem
Democracia totalitária, o musical Welington Andrade
Vigiada e punida é um excelente exercício de conversão de um corpo ferido em um corpo insubmisso, emancipado da violência que o procurou aniquilar
Rita Segato: “Violações contra mulheres são crimes políticos” Carolina Martins
Referência internacional nos estudos sobre violência de gênero, colonialidade e poder, Segato é autora de livros que se tornaram centrais no debate feminista
Nem toda pessoa trans tem um nome morto Isabella Miranda
Isabella me contempla hoje, mas já fui — e sou — Juliana, Milena, Micky e também Matheus. Todos esses nomes dizem um pouquinho de mim e me mostram que há sempre espaço para eu me reinventar. Meu nome civil, portanto, não está nada morto
Somos uma solidão Welington Andrade
O monólogo “Do lado de cá”, de Dieudonné Niangouna, é uma criação cênica na qual a concisão de sua duração (55 minutos) corresponde à intensidade de um lampejo





