Roberto Piva: Os artistas são os xamãs da sociedade contemporânea Fabio Weintraub
Em entrevista de 2000, Piva fala do nexo entre arte e loucura, poesia e marginalidade; alerta-nos contra a monstruosidade do ‘homo normalis’ e comenta a obra de Mário de Andrade
Maio de 1968, memória e esperança Franklin Leopoldo e Silva
As revoluções aspiram ao poder para transformar a realidade; em 1968, o que se queria transformar era a realidade do poder
Reorganizar a emancipação
Eduardo Socha Seria impossível compreender as origens do brio revolucionário que circulava no ano de 1968 sem olhar detidamente para o quadro teórico da produção universitária no período. Circunstâncias políticas e sociais, relativamente exteriores ao ambiente acadêmico, certamente prepararam o bojo histórico necessário para a irrupção de um sentimento generalizado de inconformismo, levando estudantes e … Continue lendo “Reorganizar a emancipação”
63
A forma da angústia Lima Barreto fez da representação literária de sua experiência de exclusão racial e social uma forma de desmascaramento de teorias sobre o determinismo biológico Além da Bruzundanga A obra de Barreto ultrapassou os limites da sátira e da crítica social, assumindo um sentido premonitório em relação aos grandes conflitos políticos e … Continue lendo “63”
65
Dossiê Beatles 1963, o ano que não terminou: há quarenta anos John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr lançavam Please please me, primeiro LP do grupo, que se confunde com o advento da cultura pop. Trinta faixas que abalaram o mundo Gravado em meio a uma intensa crise dos Beatles, o célebre Álbum … Continue lendo “65”
Na casa de Zélia Gattai e Jorge Amado
Heitor Ferraz Zélia Gattai ficou bastante conhecida do público leitor com seu belo romance Anarquistas, graças a Deus, em que relatava sua infância como filha de imigrantes italianos anarquistas que vieram morar em São Paulo. Naquelas páginas, já se percebia a contadora nata, que sabia e sabe até hoje envolver seus leitores, num estilo simples, … Continue lendo “Na casa de Zélia Gattai e Jorge Amado”
Dostoiévski: os anos de formação
Nos últimos anos, o Brasil tem recebido e produzido uma avalanche de biografias de escritores: uma verdadeira febre de livros que ocupam estantes, esmiuçando vidas, revirando velhos arquivos, pescando casos picantes que acabam dando o molho para uma receita editorial de sucesso. Mas quase todas essas obras se tornam rapidamente enfadonhas e, saciada a fome … Continue lendo “Dostoiévski: os anos de formação”
Décio de Almeida Prado lança crônica da fundação do teatro nacional
Quando o crítico Décio de Almeida Prado assistia a uma peça de teatro, despertava logo uma grande preocupação entre os atores e diretores. “O que será que ele achou?” Esta pergunta, por exemplo, foi feita várias vezes pelo ator Paulo Autran. Ele sabia que aquele sujeito alto, extremamente educado, não era um crítico rasteiro, cheio … Continue lendo “Décio de Almeida Prado lança crônica da fundação do teatro nacional”
Ecos de 22
Leia, a seguir, um texto sobre a atividade do grupo modernista em São Paulo escrito pelo contista, teatrólogo e ensaísta Luiz Annibal Falcão em 1935 Cláudio Giordano Ao cabo de 2001, encontrei de Luiz Annibal Facão a brochura Do meu alforje, com dedicatória manuscrita principesca: “Au Prince et à la Princesse Sanguzsko, hommage de sincère … Continue lendo “Ecos de 22”
Filosofia: Machismos e feminismos – o livro Marcia Tiburi
Coletânea – organizada por mim e por Maria Borges, profa. da UFSC – foi publicado há pouco. Aqui vai a apresentação que escrevi em 2011 (sim, os livros demoram a sair neste país). Ela dá uma ideia geral do que é o livro pra quem se interessar pelo assunto. Apresentação A primeira pergunta a ser […]





