Reflexões em tempos de cegueira

“O que restará do que ficou antes da quarentena, de um vírus que nos provou que não somos quem pensávamos ser e que nos colocou reféns do seu poder?”

2020, o ano da peste (beijo aflito)

“Qualquer linha de diário que se escreva nestes dias soará no futuro como os ‘diários da peste’ medievais. Aquele desalento beirando o pânico geral”

Imersão

“Estava somente sob efeito da quarentena. Delirando sozinha em frente ao computador”

Tem sentido?

“Como desacelerar o que nos foi ensinado nas variadas escolas da vida? Será que viver ultrapassa, realmente, qualquer entendimento?”

Bandeira, me envia o mapa de teu planeta

“Lá da Tamarineira, ouço o coaxar/ em Brasília/ Síndrome respiratória aguda grave ou “gripezinha”?/ Isolamento seletivo ou ampliado?/ Saúde ou economia?”

Se o Brasil não parar, seremos um velório com caixão fechado

“Não é hora de fazer o queremos e sim seguir medidas que nos coloquem em segurança. Não podemos criar dois lados em um país cujo inimigo é invisível”

Em casa há 15 dias

“Se a gente botar as duas mãos na consciência sairemos da situação menos piores do que quando entramos? A gente era feliz e não sabia?”

Sarjeta e farol

“Vejo artistas, professoras de escolas privadas, cabeleireiras e filósofas voltando à prostituição. E não como uma escolha, mas por sobrevivência”

Rede na varanda

“Cochilo um tanto, com meus fantasmas. O lírio declara guerra. Declaro paz. O mundo segue em quarentena”

Viver em tempos de pandemia

“Tão deletéria quanto a prisão física é esta prisão mental que cerceia minha vida nestes tempos de quarentena”

Setembro

TV Cult