Seminário discute como cobrir questões identitárias

Seminário discute como cobrir questões identitárias
A jornalista Fernanda Carvalho, fundadora da WebTV Nação Preta (Divulgação)

 

Historicamente pautada pelo pensamento hegemônico – branco, masculino e heterossexual – a imprensa vêm lidando nos últimos anos com demandas dos leitores para que seus jornalistas produzam coberturas mais plurais. Em outras palavras: matérias que retratem minorias historicamente estigmatizadas. Este é o pano de fundo da discussão Como o jornalismo se prepara para cobrir as questões identitárias com responsabilidade?, mesa que integra a programação do seminário Jornalismo: as novas configurações do quarto poder, de 15 a 17 de agosto, no Sesc Vila Mariana, em São Paulo.

“Pelo que percebo, a maioria dos veículos de imprensa ainda não se prepara. E, pior, em muitos casos não há uma preocupação neste sentido. Ainda são poucos os meios que não dependem de um negro, um gay ou uma pessoa trans – enfim, alguém que não se encaixe no perfil homem branco cis hétero – na equipe que traga essa preocupação”, afirma a jornalista Fernanda Carvalho, fundadora da WebTV Nação Preta, de Porto Alegre, especializada em pautas ligadas a questão do negro no Brasil.

A gaúcha é uma das convidadas do debate, e fala com conhecimento de causa: antes de criar a Nação Preta, apresentou durante três anos o programa Nação, na TVE do RS, única emissão da televisão brasileira dedicada exclusivamente à temática negra. “O que temos como regra são redações com pessoas que, além de não sentirem na pele o que as ditas minorias vivem, também não estão sensíveis ou em busca de conhecer essas realidades para retratá-las com responsabilidade ou ecoar suas vozes como elas merecem”, completa.

O debate conta também com o ativista LGBT e professor da Unifesp Renan Quinalha. Quinalha recentemente assinou um especial dos 40 anos do movimento gay no Brasil para a Revista CULT (edição 235). Segundo ele, “é essencial que haja um tratamento respeitoso e que valorize a pluralidade e a diversidade das identidades” por parte da imprensa, já que o jornalismo desempenha um papel de “informar e qualificar o debate público”.

A mediação do debate é da escritora e cientista social Bianca Santana, autora de Como me descobri negra.

Compre seus ingressos aqui.

Seminário Jornalismo: as novas configurações do quarto poder
Onde: Teatro de Sesc Vila Mariana, R. Pelotas, 141 – Vila Mariana, São Paulo – SP
Quando: 
de 15 a 17 de agosto de 2018
Quanto: 
R$ 30 (comerciário), R$ 50 (meia entrada) ou R$ 100 (entrada inteira)

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