Seminário Jornalismo: as novas configurações do quarto poder

Seminário Jornalismo: as novas configurações do quarto poder
Seminário Jornalismo: as novas configurações do quarto poder (Divulgação)

 

Pensar as transformações do jornalismo hoje e entender como a imprensa influencia na formação da consciência política e social. Estes são os objetivos do seminário Jornalismo: as novas configurações do quarto poder, organizado pelo Sesc SP e pela Revista CULT e que acontece entre os dias 15 e 17 de agosto, no Sesc Vila Mariana. Veja a programação completa e compre seus ingressos aqui

Historicamente conhecida como Quarto Poder, pelo fato de zelar pelo bom funcionamento da democracia, a imprensa vem passando por profundas transformações nas últimas décadas. O evento reúne jornalistas e pensadores para refletirem sobre temas temas contemporâneos como as fake news, os novos modelos de gestão de veículos de imprensa, o jornalismo de dados, as relações entre jornalismo e conteúdo patrocinado e como os repórteres cobrem questões identitárias. Também estão presentes nas mesas discussões clássicas da profissão, como os limites entre jornalismo cultural e entretenimento, o papel da reportagem e o que é ser jornalista.

Entre os confirmados no seminário Jornalismo: as novas configurações do quarto poder, estão o repórter da revista New Yorker Jon Lee Anderson, o historiador Robert Darnton, o cofundador do site Nexo Conrado Corsalette, a jornalista investigativa Andrea Dip, a colaboradora do NY Times em Espanhol Carol Pires, a professora da UFRJ Ivana Bentes, a publisher da revista Bravo! Helena Bagnoli, o diretor da Vice André Maleronka e a diretora de redação da Época, Daniela Pinheiro. Outros nomes internacionais serão confirmados em breve.

Programação (sujeita a alteração):

15 de agosto (quarta-feira)

9h – Abertura: professor Danilo Santos de Miranda, diretor do departamento regional do Sesc São Paulo.

10h – O jornalismo diante de uma sociedade hiperinformada.
– A principal forma de organização no universo digital é representada por redes de negócios multimídias reunidas em um mesmo conglomerado. A alta concorrência e um ambiente de negócios cada vez mais oligopolista possibilitam o exercício do jornalismo?

Debatedores: Andrea Dip (repórter especial na Agência Pública de Jornalismo Investigativo) e Wilson Gomes (professor-titular de Teoria da Comunicação da UFBA)
Mediação: Maria Elisabete Antonioli (coordenadora e professora de Jornalismo e do Mestrado Profissional de Produção Jornalística e Mercado da ESPM).

12h – Na atualidade, como funciona o poder da Imprensa?
– Historicamente, as formas de poder que pautam a vida política e social são exercidas por meio do gerenciamento de processos de comunicação, que articulam práticas e discursos com objetivos variados, entre eles, os de informar, influenciar, dominar.
Debatedores: Maria Rita Kehl (psicanalista e escritora), e Xico Sá (jornalista, escritor e colunista do El Pais).
Mediação: Robinson Borges (editor do caderno “EU&Fim de Semana”, do jornal Valor Econômico).

13h30 – Pausa para almoço (1h30)

15h – Qual é o papel da imprensa como agente de formação da consciência política e social na atualidade?
– A imprensa tem a obrigação de informar com rigor e responsabilidade para oferecer instrumentos de reflexão à sociedade para que esta atue conscientemente. 
Debatedores:
Eugênio Bucci (jornalista e professor titular da ECA/USP), Carla Rodrigues (professora de Filosofia da Universidade Federal do Rio de Janeiro) e Christian Dunker (psicanalista e professor livre docente da Universidade de São Paulo).
Mediação: Aurea Vieira (filósofa e gerente de relações internacionais do Sesc São Paulo).

17h – Fake news – o caos/cosmos da informação digital
– Quem medeia o universo da informação de massa autogerada? Os velhos critérios de noticiabilidade ainda resistem? A produção massificada de notícias falsas existem para confirmar o que as pessoas querem que seja verdade?
Debatedores: Massimo Di Felice (professor da Universidade de São Paulo), Rodrigo Flores (jornalista e diretor geral de conteúdo do UOL) e Ivana Bentes (professora e diretora da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro).
Mediação: Rovilson Britto (professor da FAPCOM).

16 de agosto, quinta-feira

9h – O jornalismo e as redes sociais: os limites e as fronteiras entre o cidadão e o profissional.
– Quais são as regras de posicionamento político em redes sociais para profissionais contratados em empresas jornalísticas?
Debatedores:
Luis Mauro Sá Martino (jornalista e professor de Teoria da Comunicação na Faculdade Cásper Líbero), Uirá Machado (jornalista e editor da “Ilustríssima”, Folha de S. Paulo) e Tales Ab’Saber (psicanalista e professor da UNIFESP).
Mediação: Maria Fernanda Rodrigues (jornalista e repórter de literatura e mercado editorial do jornal O Estado de S. Paulo).

11h – Modelos de gestão frente à crise. Desafios diante de um mercado instável e em transformação.
– A partir da popularização das redes sociais no fim dos anos 1990, houve mudanças importantes tanto na estrutura das equipes jornalísticas como nos modelos de venda de conteúdo. A internet se mostrou como uma plataforma possível – e poderosa – de disseminação de novas formas de produção. Assim como ela, novos formatos se apresentaram como eventos, cursos, entre outros. Como funcionam e quais são os modelos atuais de mercados do jornalismo?
Debatedores: Fernando Luna (jornalista e diretor editorial da Editora Globo), Bruno Torturra (jornalista e editor-chefe do “Greg News”, na HBO) e Conrado Corsalette (jornalista, cofundador e editor-chefe do Nexo).
Mediação: Helena Bagnoli (jornalista e publisher da revista Bravo!).

12h30 – Pausa para almoço

13h30 – Qual o lugar da reportagem no jornalismo do século 21, em que as redações contam com equipes reduzidas e se consolida o jornalismo multimídia?
– A reportagem exige tempo, investimento financeiro e profissionais especializados. Diante do cenário atual, como produzir grandes reportagens?
Debatedores: Ricardo Kotscho (premiado jornalista da Folha de S. Paulo), Leonencio Nossa (repórter especial do jornal O Estado de São Paulo, em Brasília) e Carol Pires (colaboradora do New York Times en Español).
Mediação: Luiza Karam (jornalista freelancer da revista Marie Claire, entre outros veículos).

15h30 – Quem é o novo patrão do jornalista? A relação entre marketing, jornalismo e conteúdo patrocinado.
– Conteúdo de marca (“branded-content”), publieditorial e post patrocinado, foram expressões que assaram a frequentar o vocabulário do jornalismo na ultima década. Mas isso é jornalismo? Como se configuram as relações entre os veículos de imprensa e os anunciantes que procurar visibilidade através de conteúdo, e não no anúncio publicitário trandicional. 
Debatedores:
André Maleronka (editor-chefe da Vice Brasil), Cleusa Turra (jornalista e coordenadora do “Estúdio Folha”) e Felipe Gil (jornalista e diretor de conteúdo e negócios da plataforma GOL na Trip).
Mediação: Evaldo Novelini (jornalista e diretor de redação do Diário do Grande ABC).

17h – Palestra Robert Darnton (historiador e escritor).
– Censores no trabalho: como Estados moldam a literatura.
Palestra baseada em sua pesquisa que recria três momentos nos quais a censura restringiu a expressão literária: na França do século XVIII, na Índia de 1857 e na Alemanha Oriental.
Mediação: Marta Colabone (historiadora, psicanalista e gerente de Estudos e Desenvolvimento do Sesc).

17 de agosto, sexta-feira

9h – Como o jornalismo se prepara para cobrir as questões identitárias com responsabilidade?
– Como as empresas de comunicação, historicamente pautadas pelo pensamento hegemônico, incluem na sua pauta a cobertura de minorias.
Debatedores: Fernanda Carvalho (jornalista da TV Nação Preta, de Porto Alegre),  Renan Quinalha (professor da UNIFESP e advogado) e Luara Calvi Anic (redatora-chefe da revista ELLE Brasil).
Mediação: Bianca Santana (jornalista, escritora, cientista social e colunista da Revista CULT).

11h – Cultura além do serviço: qual é o espaço do jornalismo cultural nos dias de hoje?
– Em quais espaços o jornalismo cultural persiste? Quais as fronteiras entre matérias de agenda, voltadas muitas vezes aos interesses de empresas do setor cultural, e reportagens aprofundadas, que devem atender primeiramente ao leitor?
Debatedores: Patricia Kolesnicov (editora de cultura do jornal argentino Clarín), Claudia Assef (jornalista, publisher do site Music Non Stop, escritora e fundadora do Women’s Music Event ) e Laura Capriglione (jornalista em Direitos Humanos e Sociais da rede Jornalistas Livres).
Mediação: a confirmar.

12h30 – Pausa para almoço (1h)

13h30 – O Jornalismo permanece?
– A quem interessa a continuidade de um jornalismo ético, bem apurado, rigoroso e bem editado?
Debatedores: Dennis de Oliveira (professor e coordenador do departamento de  Jornalismo e Editoração da ECA-USP e do Programa de Pós Graduação em Integração da América Latina), Thais Oyama (jornalista e redatora-chefe da revista VEJA) e Daniela Pinheiro (jornalista e diretora de redação da revista Época).
Mediação: Welington Andrade (professor de Jornalismo Cultural da Faculdade Cásper Líbero, crítico de teatro e editor da Revista CULT).

15h – Jornalismo de dados
– Com o objetivo de gerar notícias, como o processo de bases de dados está sendo implantado no Brasil? A incorporação dessas técnicas no cotidiano das redações, com a função de facilitar o trabalho diário da reportagem, é eficiente?
Debatedores:
Daniel Mariani (jornalista especializado em dados na Folha de S. Paulo), Sergio Spagnuolo (jornalista, fundador e editor da agência de jornalismo de dados Volt Data Lab) e Giulliana Biancone (jornalista e fundadora da Gênero e Número, a primeira organização de mídia orientada por dados com foco em gênero da América Latina).
Mediação: Eduardo Nunomura (editor de cultura da revista Carta Capital e professor da Faculdade Cásper Líbero)

17h – Profissão: Jornalista
– O que é ser jornalista hoje?
Debatedores: Jon Lee Anderson (repórter da revista New Yorker) e Caco Barcellos (diretor do programa “Profissão Repórter” da Rede Globo).
Mediação: Consuelo Dieguez (jornalista e repórter da revista Piauí desde 2007).

INSCRIÇÕES AQUI

Seminário Jornalismo: as novas configurações do quarto poder
Onde: Teatro de Sesc Vila Mariana, R. Pelotas, 141 – Vila Mariana, São Paulo – SP
Quando: 
de 15 a 17 de agosto de 2018
Quanto: 
R$ 30 (comerciário), R$ 50 (meia entrada) ou R$ 100 (entrada inteira)

 

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