Notas a partir de um modelo vivo

Notas a partir de um modelo vivo
O filósofo e professor da Unicamp Marcos Nobre, autor de 'Como nasce o novo' (Divulgação)
  Mergulho na Fenomenologia do espírito, obra-prima de Hegel, imersão em suas páginas introdutórias, as que o filósofo redigiu no ano de 1806 e que agora Marcos Nobre traduz, anota, analisa e comenta, Como nasce o novo significa – inicialmente e para os manuais brasileiros de filosofia – uma considerável mudança de patamar. Com o fio condutor de uma noção específica de experiência, o leitor poderá aprofundar-se no livro publicado em 1807, e, para muito além das reverberações de uma catedral submersa, voltar à tona nos ritmos da sociedade contemporânea, interessado no potencial emancipador de um clássico. Contudo, Como nasce o novo não se limita a “partilhar dificuldades e possibilidades de leitura”. Porque o autor busca afastar abordagens convencionais, tentando compreender e explicar a filosofia de Hegel não apenas “apesar, mas também por causa do renovado risco de naufrágio”; porque enfrenta divergências entre especialistas abalizados e entre filósofos de peso e lastro, brasileiros inclusos; porque assinala interpretações convergentes ou mais próximas do sentido geral tomado por sua própria proposta interpretativa – todo esse aprofundamento permite interrogar a atualidade do pensamento hegeliano assim como a necessidade presente de atualizar uma certa tradição crítica. São dois momentos complementares, às vezes ligeiramente dissonantes, mas que apontam para um mesmo projeto, em estado nascente e sob uma dupla perspectiva. Análise e comentário introduzem um “modelo hegeliano” (napoleônico), no interior de

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