Múltiplas e diferentes identidades LGBT

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Múltiplas e diferentes identidades LGBT
As primeiras iniciativas ativistas reconhecidas como explicitamente politizadas datam do final dos anos 1970 (Arte Andreia Freire)
  Intensidades políticas e emocionais do movimento LGBTI Tornar-se ativista é um modo de reinscrever a própria história, de construir possibilidades de voltar a habitar um mundo devastado pela violência, pelos apagamentos e exclusões. Nos últimos quarenta anos, o movimento LGBTI tem sido mais do que meramente representante das múltiplas vozes e demandas que se incluem direta ou indiretamente no acrônimo pelo qual se faz conhecido. Tem sido aquele que conta as mortes e agressões, que reconhece os corpos e zela pelo enterro digno daqueles(as) que não contaram com familiares que pudessem fazê-lo, que alerta sobre os riscos e que faz com que seus mortos tenham voz e conjuguem verbos. Mais ainda, o lugar de acolhida das inquietações, dos receios e das dores e de construção da esperança e de projetos de vida possível de um conjunto muito diverso de sujeitos. Não são quaisquer sujeitos. São as(os) socialmente marcadas(os) a partir de sua sexualidade ou identidade de gênero divergentes da norma e, por isso, chamados a disputar discursos de verdade sobre a sexualidade e a subjetividade. Essas intensidades políticas e emocionais são indissociáveis das disputas acerca do melhor modo de dizer de si e de suas demandas, que constituem os fluxos de linguagem, práticas e sentidos que atravessam as teias de relações entre indivíduos e instituições que integraram o movimento LGBTI ao longo de sua trajetória. A homossexualidade como substantivo As primeiras iniciativas ativistas reconhecidas como explicitamente politizadas datam do final do

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