Uma nova pauta política

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Uma nova pauta política
Anteriormente ao termo 'transexual' havia 'travesti' e, antes, havia o 'trans', do latim 'além de' (Arte Andreia Freire)
  O poder de nomear Os nomes surgem como algo que nos dão, que a nós atribuem. Contudo, esses mesmos nomes são transformados, com a construção que cada pessoa faz de si a partir de quem se considera ser, naquilo que acatamos como nosso ou que mudamos para o que melhor entendemos nos representar. Assim se dá com os indivíduos e os grupos sociais. Em geral, as crianças são chamadas carinhosamente por nomes que lhes conferem dons, proteções ou benefícios. Isso porque tendem a ser vistas como parte relevante de quem lhes dá o nome. O mesmo já não ocorre com povos e grupos sociais, principalmente quando estes são vistos como “os outros”. Isso é ainda pior quando existe uma relação de poder desigual. Um exemplo é a atribuição do genérico nome “negros”, surgido no século 10, às centenas de povos africanos explorados durante o tráfico transatlântico, no período da escravidão moderna que fundou as Américas sob a dominação europeia. O termo, para além de se referir apenas às pessoas de pele escura, recebeu no século 15 uma carga negativa, contraposta a uma suposta superioridade dos chamados “brancos”. Também as pessoas trans – aquelas que não se identificam com o gênero que lhes foi atribuído socialmente, ou seja, travestis, transexuais e demais pessoas transgêneras – têm uma história mais antiga do que é comum pensar. Ser trans na história Anteriormente ao termo “transexual” havia “travesti” e, antes desta denominação, havia o “trans”, do latim “além de”. Ao juntarem o trans ao “

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