Entre a dor e o nada
Em Palmeiras selvagens, Faulkner intercala duas narrativas autônomas que sintetizam as duas linhas mestras de sua obra – a concepção trágica de romances como O som e a fúria e Absalão, Absalão! e o retrato pitoresco do sul dos Estados Unidos encontrado em livros como A cidade e Os invictos A primeira peculiaridade que … Continue lendo “Entre a dor e o nada”
Uma ética da representação em Adorno Manuel da Costa Pinto
‘Folha explica Adorno’, de Márcio Seligmann-Silva, explora a obra adorniana, que inclui relações com a alienação social, a opressão e a reificação
Acordes contra a barbárie
Pianista e aluno do compositor austríaco Alban Berg, o filósofo alemão dedicou grande parte de suas reflexões à música de compositores de vanguarda e ao jazz, gênero que considerava um típico fenômeno de “regressão da capacidade auditiva” associado à indústria cultural. Carlos Eduardo Ortolan Miranda “Tornou-se manifesto que tudo o que diz respeito à arte … Continue lendo “Acordes contra a barbárie”
Niccolò Macchiavelli: a necessidade do poder
Niccolò Macchiavelli elaborou uma obra de amplo espectro filosófico e largo emprego político Nascido há 534 anos, em 3 de maio de 1469, em Florença, Niccolò Macchiavelli (em português Nicolau Maquiavel) elaborou uma obra de amplo espectro filosófico e largo emprego político, fundamentalmente conhecida por meio de O Príncipe. Maquiavel, no entanto, desenvolvia intensa produção … Continue lendo “Niccolò Macchiavelli: a necessidade do poder”
A fragilidade absoluta
Se a modernidade trouxe para cada sujeito a tarefa intransferível de autoconstituição, a pós-modernidade tornou essa tarefa excessiva. O fato é que caso queiramos circunscrever a pós-modernidade da perspectiva da globalização neoliberal, não será difícil identificá-la com a crise dos estados-nações, com o enfraquecimento de fronteiras e de distinções entre culturas aliado a uma … Continue lendo “A fragilidade absoluta”
“Ele já atravessou todos os oceanos do mundo todo”
Leia a seguir um trecho de O som e a fúria, um dos romances mais experimentais de Faulkner, que será lançado em novembro pela editora Cosac & Naify, com tradução do poeta Paulo Henriques Britto A passagem que reproduzimos a seguir pertence ao segundo capítulo do romance, todo ele um monólogo interior de Quentin, pouco … Continue lendo ““Ele já atravessou todos os oceanos do mundo todo””
Maquiavel, do diabo à ética
Hoje cada um de nós está na condição do príncipe de Maquiavel: mais livre do que nunca, mas também mais inseguro Num dia de dezembro de 1513, um homem escreve a um amigo. Está no campo, banido. Foi preso e torturado. Mas não se queixa. Conta que passa o dia com os camponeses, gritando, jogando. … Continue lendo “Maquiavel, do diabo à ética”
O condado de Faulkner
1897 – Nasce William Cuthbert Falkner, na Nova Albânia, Mississippi. 1902 – A família Falkner muda para Oxford, Mississippi. 1918 – Aparece pela primeira vez a grafia Faulkner, provavelmente graças a um erro de registro na fábrica de armas Winchester, onde o escritor trabalhou. 1920 – Faulkner passa a escrever resenhas, poemas e textos em … Continue lendo “O condado de Faulkner”
A tragédia da política
Há uma continuidade profunda e fundamental entre O Príncipe e Hamlet, que se deve a terem ambos uma plena compreensão da natureza trágica da ação política São bem conhecidas as páginas em que Nicolau Maquiavel diz que o príncipe que deseje engrandecer sua pátria deve “aprender a não ser bom” e dispor-se, se o exigirem … Continue lendo “A tragédia da política”
Faulkner redescoberto
A obra de Faulkner, que no passado teve várias edições hoje esgotadas, vem sendo relançada em novas traduções por diversas editoras brasileiras. Além do recém-editado Palmeiras selvagens e de O som e a fúria, que será publicado no segundo semestre deste ano, a editora Cosac & Naify programa para 2004 o romance Luz em agosto. … Continue lendo “Faulkner redescoberto”





