Três poemas, por Ana Martins Marques – a convite da Cult Ana Martins Marques

um pássaro entrou louco pela janela e saiu / antes da palavra pássaro

É apocalipse, é todo dia, mas é lindo Ricardo Ramos Filho

Os contos de Ney Anderson – escritor com muitos recursos – surpreendem pelo lirismo, pela crueza ferina, pela raiva, pelo ódio do universo trazido por tantas vidas severinas

Para dentro das janelas Nara Vidal

Em Pequenos fantasmas, que acaba de ser publicado pela Seja Breve, Humberto Werneck expõe o tempo sigiloso de seus primeiros contos. Décadas depois de escritas, as narrativas curtas de ficção do celebrado cronista e biógrafo chegam, enfim, ao público

O gênero do mal: A violência como assinatura identitária Marcia Tiburi

Quando se fala em discurso de ódio, muitos esquecem que o primeiro discurso de ódio, historicamente arraigado e cuja origem se perdeu, foi a misoginia

Disfarce Raquel Camargo

a PEEEERNA CABELUDA, lenda urbana das boas, de carne e osso, saída da boca de tubarão, sobrevivente das ressacas, lembradora de História.

Quando a beleza é a morte da beleza Jean Wyllys

Quando a beleza se converte em obsessão de controle, ela deixa de ser beleza. E é então que morre

Por muito que se disser, o fado é canção bairrista

Lisboa continua cantando. Nem sempre nos palcos, nem sempre nas casas de fado. Às vezes canta baixo, quase em segredo. Cabe a nós decidir se queremos apenas ouvir, ou se ainda somos capazes de escutar.

“A invenção nunca é pura” redação

O livro de poemas Boris e Marina, de Alberto Martins, publicado pela editora Companhia das Letras, foi um dos livros resenhados na Cult de fevereiro. A equipe da Cult conversou com o autor sobre o livro. Como surgiu a ideia para escrever Boris e Marina (que tem, como pano de fundo, um triângulo amoroso epistolar … Continue lendo ““A invenção nunca é pura””

Julia Barandier: “O que eu queria era o jogo de borrar as linhas entre ficção e realidade chegando a um ponto em que já não importa mais o que é o quê” redação

O romance Consigo inventar tudo, segundo livro de Julia Barandier, publicado pela editora Diadorim – foi um dos livros resenhados na Cult de fevereiro. A equipe da Cult conversou com a autora sobre o livro.   Como se deu a pesquisa para compor o trabalho de pesquisa de Luísa, a narradora do romance Consigo inventar … Continue lendo “Julia Barandier: “O que eu queria era o jogo de borrar as linhas entre ficção e realidade chegando a um ponto em que já não importa mais o que é o quê””

O retorno estratégico do essencialismo biológico Berenice Bento

Essa estratégia discursiva (“nós, mulheres”) tem sido acionada secularmente por mulheres que berram aos ventos em defesa da estabilidade da identidade feminina, calcada em estruturas hormonais, cromossômicas e na potência reprodutiva dos corpos femininos. Tremem, no entanto, de pavor diante da possibilidade de terem qualquer identificação com as mulheres negras e, mais recentemente, as mulheres trans.

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