Orides Fontela e a filosofia Marilena Chaui

A poesia nasce de uma profanação e por isso seu nascimento se dá no mundo do sagrado como violência que traz o ser onde só havia o nada

Stella do Patrocínio: Vozes subterrâneas Paulo Henrique Pompermaier

“Nega, preta, crioula”, a poeta Stella do Patrocínio atravessou com sua fala a própria condição social, a vida no hospício e o precipício humano

Letras de sangue nos romances contemporâneos Alessandra Affortunati Martins

Chegou o momento em que a palavra não pode mais resistir à força da carne, esteja ela na exuberância vívida da sexualidade, esteja ela na violência atroz da morte que nos circunda

Itinerário de formação Marta Kawano, Milton Hatoum e Samuel Titan Jr.

Aos 80 anos, Davi Arrigucci Jr. recorda-se de uma vida marcada pelas amizades e leituras

Bestiário pandêmico Manuel da Costa Pinto

“Pandora”, romance de Ana Paula Pacheco, justapõe relatos de casamentos que violam a ordem natural para expressar de forma literal, no limite do fantástico, a violência vivida durante o período da pandemia

O censor e o perito Manuel da Costa Pinto

Com narrativa inovadora sobre traumas da ditadura militar, “Em câmara lenta”, de Renato Tapajós, é reeditado 45 anos depois com entrevista inédita do autor, relatório da censura e parecer de Antonio Candido

“O Brasil vai ter de se refazer por inteiro” Luís Costa

“Sou ainda um poeta que vai de visita pela prosa”, diz Mia Couto, um dos mais reconhecidos escritores africanos contemporâneos

A aventura do pensamento de Silvina Rodrigues Lopes e de Everardo Norões Manoel Ricardo de Lima

Sem saídas, de ponta a ponta, de começo a começo, e sem termo, “Inconjuntos” e “Garrafas que sonham macacos” são livros que exigem a musculatura de quem se lança ao mundo com o descabimento do jogo de que o evento não é o que acontece

Crônicas do mal de amor ou trilogia do abandono — a gênese de Elena Ferrante Francesca Cricelli

Ao contrário de suas contrapartes imortalizadas nos clássicos, as protagonistas de Ferrante conseguem encontrar uma voz autêntica e continuam sua jornada carregando seus abismos dentro de si mesmas

dossiê | Elena Ferrante: autora ou personagem? Fabiane Secches

Ferrante defende que não escolheu o anonimato, mas sim o que chama de ausência, um espaço repleto de possibilidades que afetam a escrita de um modo que ela gostaria de continuar a explorar

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