Diversidade sexual e de gênero nas prisões
Este dossiê, organizado por Guilherme Gomes Ferreira, procura responder à pergunta: como o Brasil trata a sua população LGBTI+ quando presa? As respostas aparecem em textos que vão desde a proposta com viés literário de Dayanna Louise dos Santos; passando pela análise da mídia e do jornalismo policial, realizada por Caio Cesar Klein; pelas elucidações … Continue lendo “Diversidade sexual e de gênero nas prisões”
Existem pessoas LGBTI+ nas prisões desde que as prisões existem Guilherme Gomes Ferreira
O desafio das políticas de justiça criminal e de administração prisional é proteger qualquer pessoa que sofra violência motivada por gênero ou sexualidade, não necessariamente aquela que se enquadra em uma categoria classificatória
Com amor, Brenna Dayanna Louise dos Santos
No concreto e no fuzil, o projeto de cidadania reservado a corpos dissidentes se encontra atrelado ao encarceramento em massa e à necropolítica, sobretudo quando se destina a quem (sobre)vive nas margens pela encruzilhada
A travesti e o espetáculo da sujeição criminal Caio Cesar Klein
A figura da travesti brasileira é duplamente assujeitada: pela dissidência de gênero e pela criminalização sistêmica de sua existência
Alas LGBT: o paradoxo entre expansão de direitos e expansão prisional Vanessa Sander
A trajetória da política penitenciária de alas LGBT materializa o paradoxo constitutivo entre expansão de direitos e expansão prisional, que se dá diferencialmente no caso da promoção de políticas carcerárias específicas
A psiquiatrização da infância e as promessas não cumpridas Sandra Caponi
Vivemos uma época em que diferenças são transformadas em doenças, sofrimentos são despolitizados, e a infância é regulada por dispositivos de controle biomédico e farmacológico
Vidas de crianças e adolescentes comprometidas pelos processos de patologização Maria Aparecida Affonso Moysés e Cecília Azevedo Lima Collares
Resistir à medicalização é condição para defender a vida e construir um futuro em que todos sejam reconhecidos como sujeitos de direitos e de sonhos
Viver e conviver com a infância sem tratá-la como um problema Márcia da Silva Mazon e Eugênia Bianchi
Ela não deve ser encarada como problema médico a ser resolvido, mas, sim, como um momento de construção de autonomia
O que se diz sobre o suicídio de crianças – e o que não se escuta? Diogo de Oliveira Boccardi
É urgente abrir espaço para perguntas, diálogos e observação atenta; e é preciso tanto celebrar a diversidade das vidas quanto refletir sobre o mundo oferecido às novas gerações
Apresentação Fernando Moreira-Zau e Maria Fernanda Novo
Até o momento, a filosofia se constituiu como a mais resistente das humanidades à presença de pessoas negras e de epistemologias não ocidentais





