Visita Coluna Torta | Natércia Pontes

Existe um espaço sideral inteiro de diferença entre conversar com alguém pelo celular, com a ajuda de emojis que fazem as vezes de sentimentos, e conversar com alguém olho no olho.

Bico calado: as muitas formas de silenciar o outro

Nem sempre se cala por medo. O silêncio também pode ser usado como moeda de troca e que quem silencia tem sempre muito a ganhar.

Like de milhões: o negócio da violência da nova internacional fascista Jean Wyllys

Quando um influenciador de extrema-direita é morto a tiros em plena luz do dia nos Estados Unidos, o que se vê não é luto, mas espetáculo. As plataformas digitais — esse novo Leviatã sem rosto — transformam o corpo ainda quente em conteúdo, e o crime em cliques

Eu, eu mesmo e mais eu: a crise da ficção literária é a crise da imaginação Douglas Rodrigues Barros

Se já não nos detemos para contemplar os lugares que atravessamos, mas apenas os consumimos sob o olhar dirigido por algoritmos e afinidades programadas; então já deveríamos admitir que a aceleração tecnológica nos tolheu a capacidade de imaginar

O Apocalipse nos evangelhos de Carolina de Jesus Alan Gentil

“Quarto de Despejo” nos oferece é uma leitura alternativa do Apocalipse, não como fim do mundo a temer, mas como revelação do mundo que precisamos enxergar

O conservadorismo é antinatural?

deixamos um recado para quem vocifera “ah, era melhor antes”: não, não há volta. Só fluxo

O que está adoecendo você realmente é o capitalismo Douglas Rodrigues Barros

Você já deve ter ouvido dizer que o que está adoecendo você é o capitalismo. Talvez tenha sorrido diante dessa afirmação, mas talvez seja o momento de levá-la a sério

O culto do macho: Da crise à falocratose Marcia Tiburi

O fascismo é o ápice da valorização do macho branco que precisamos compreender se quisermos avançar na direção de uma democracia radical que, necessariamente, começa pela libertação dos corpos de toda opressão

“Cortem-lhe a cabeça”: A sociedade da inércia

Parece que, em vez de recusarmos e questionarmos os sistemas de terror, nos aliamos a ele por conformismo, cansaço e alienação. Não despertamos como Alice, que à medida que vai tomando consciência, percebe que não só a Rainha era uma mera e frágil carta de baralho, mas todos os seus súditos também

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