Dossiê | Fé e política

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Frame do vídeo “Vi todas as coisas, e maravilhei-me de tudo, mas tudo sobrou ou foi pouco – não sei qual – e eu sofri”, Roberta Goldfarb, 2014 (Foto: Reprodução)
  Jair Bolsonaro é o primeiro candidato com discurso evangélico eleito presidente da República pelo voto direto. Café Filho era presbiteriano, e Ernesto Geisel, luterano. Porém, chegaram à presidência pelo voto indireto.  Bolsonaro foi batizado na Igreja Católica. E, como muitos políticos brasileiros, transferiu-se para o segmento evangélico ao ser batizado no rio Jordão, em Israel, em 12 de maio de 2016, pelo pastor Everaldo, presidente do Partido Social Cristão (PSC), com quem rompeu posteriormente quando o pastor foi acusado de corrupção. A nova primeira-dama, Michelle, terceira esposa do presidente eleito, é evangélica e frequenta templos dessa tendência cristã.  Os evangélicos garantiram a eleição de Bolsonaro? Os dados comprovam que, entre 42 milhões de eleitores evangélicos, ele obteve 20 milhões de votos, e Haddad, 10 milhões. Brancos, nulos e abstenções somaram 12 milhões. Bolsonaro, portanto, mereceu 67% dos votos válidos de evangélicos, enquanto Haddad, 33%, conforme dados de pesquisas do Datafolha divulgados em 25 de outubro de 2018, e do Ibope, divulgados no dia 27, véspera da eleição. O Datafolha registrou também a intenção de voto segundo preferências das várias denominações religiosas. Entre os católicos a vantagem de Bolsonaro foi pequena: 51%, diante de 49% que preferiam Haddad. Sim, os evangélicos tiveram peso na eleição de Bolsonaro, mas não decidiram a vitória do candidato direitista. Na Região Sul do país (RS, SC e PR), ele teve votação expressiva entre pessoas de nível superior e co

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