Quem são e o que querem as novas direitas

Quem são e o que querem as novas direitas
Ainda que o destino eleitoral de Bolsonaro seja incerto, uma numerosa militância se reúne em torno da sua candidatura (Arte Andreia Freire)
  A emergência de uma nova geração de intelectuais, organizações e movimentos de direita no âmbito da sociedade civil brasileira a partir da metade dos anos 2000 logo levou jornalistas e analistas políticos a querer classificá-los. Seriam liberais? Neoliberais? Conservadores? Autoritários? A classificação é uma forma importante, ainda que quase sempre simplificadora, de compreender as características de certos fenômenos sociais e políticos; porém, o primeiro passo nesse sentido deve ser o de, como propõe a antropologia, levar em consideração a autopercepção da “população nativa”, isto é, procurar saber como se autoposicionam ideológica e politicamente os simpatizantes e militantes de direita. Atualmente, afirmam-se de direita pessoas com posicionamentos os mais diversos, inclusive, radicalmente divergentes. Considerando um espectro político linear que pudesse conter todas as autodenominações existentes, seria possível colocar em um dos polos os grupos anarcocapitalistas e no outro os monarquistas ultramontanos, e entre esses dois polos estariam, dos mais liberais para os mais conservadores, monarquistas, libertários ou libertarianos, liberais ou neoliberais, liberais-conservadores e conservadores, sendo que existem algumas pessoas, defensoras mais radicais do liberalismo econômico, cuja autoclassificação à direita é negada ou ambígua com base em dois motivos principais: a diferenciação entre esquerda e direita seria ultrapassada e/ou seriam de direita apenas grupos extremistas. Como se vê, o ecossistema das direitas

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