“A queda”, o lendário arquiteto, a cidade e mais

“A queda”, o lendário arquiteto, a cidade e mais
(C. Stadler/Bwag)
  Solenoide, do romeno Mircea Cărtărescu, sempre cotado ao Nobel de Literatura, retrata a vida de um escritor frustrado que passa seus dias lecionando romeno na Escola Geral número 86 de Bucareste. Ele percorre episódios de sua vida pregressa enquanto caminha pelas ruas cinzentas e empoeiradas da capital romena do século 20 declarando constantemente para si mesmo “de todo modo, não serei professor a vida toda”. Antes um leitor ávido, ele se lamenta por ter sido rechaçado do mundo literário após compor um poema megalomaníaco, intitulado “A queda”, que se torna fruto de uma obsessão pessoal. O ato de escrever e a cidade passam a ser os principais objetos de reflexão da personagem, que considera que, “assim como São Petersburgo e Brasília, Bucareste não tem história, só finge que tem. O lendário arquiteto da cidade se perguntou como poderia uma aglomeração urbana refletir melhor, mais verdadeira e mais profundamente, o terrível destino da humanidade, a grandiosa e desesperançada tragédia de nossa estirpe”. Com quase 800 páginas, Solenoide ecoa influências da literatura fantástica latino-americana, de Borges e Cortázar, com linguagem sinuosa, assim como reflete a própria imagem do autor em uma espécie de espelho distorcido. (Victor Kutz) Lalíngua amefricana (Luis Ferreirah) Em diferentes culturas, a serpente é entendida como símbolo de continuidade, fortuna e movimento. Em Sílex, Eliane Marques constrói uma epopeia amefricana a partir do rastejar da divindade maia Qán, serpente criadora de um novo mundo que, em sua t

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