As múltiplas faces do conservadorismo brasileiro

As múltiplas faces do conservadorismo brasileiro
A juventude bolsonarista acredita que todos poderão andar armados para se defender da 'bandidagem' (Arte Revista CULT)
  Todo “fascista” é igual? Uma observação rápida do debate público no Brasil parece sugerir que sim. Todavia, um exame mais cuidadoso desse campo ideológico revela uma realidade um pouco mais complexa do conservadorismo brasileiro. Nossa proposição é que o debate público sobre o conservadorismo no país precisa vencer dois desafios: o primeiro é não reduzir esse posicionamento moral e político a uma homogeneidade – tal como sintetizado na expressão “fascista”. O segundo desafio é esmiuçar quais são as múltiplas facetas do conservadorismo brasileiro, em um contexto nacional que se difere, por exemplo, das grandes potências em crise. Existe um antigo debate nas humanidades sobre nostalgia e melancolia nas subjetividades políticas, especialmente no conservadorismo. O nostálgico, confrontando-se com a irreversibilidade do tempo, deseja o que não existe mais em um presente em transformação. O melancólico não se desprende da experiência da perda e confronta-se com os limites de sua existência, associando sua perda à incerteza em relação ao futuro. Recentemente, Helena Vieira travou esse debate no artigo “Melancolia e conservadorismo: o brilho do sol negro”, publicado no site da CULT, enfatizando a dimensão romântica daqueles que não aceitam o novo. Além disso, o melancólico tem sido descrito como aquele que, ao resignar-se à ordem presente de forma radical, tem a potência de uma ação para o futuro. Contemporaneamente, os países desenvolvidos em crise são o melhor exemplo da forma como a nostalgia, a melancoli

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