Maria Rita Kehl: subversão política e prática

Maria Rita Kehl: subversão política e prática (Foto: Bob Sousa)
Deslocamentos do feminino, de Maria Rita Kehl, volta às livrarias quase 20 anos depois do seu lançamento e discute o que a Psicanálise entende como características “próprias“ da mulher Cantora de samba - se está sozinha - e autora de ficção - quando tinha nove anos de idade –, Maria Rita Kehl é conhecida como psicanalista e escritora. Também trabalhou como jornalista e integrou, recentemente, a Comissão Nacional da Verdade. Premiada com o Jabuti de 2010, na categoria não ficção, pela obra O tempo e o cão: a atualidade das depressões, lembra, em detalhes, de uma história que escreveu na infância. “Rita, a personagem que criei, tinha sido raptada, fugiu, e teve que viver sozinha. Morava em uma cidade como se estivesse na selva. O bueiro era uma caverna; ela descobria depósitos de roupas para se agasalhar; roubava comida; assistia aulas sem estar matriculada”, conta a mulher, que se interessa há muito pelos deslocamentos. O livro de infância, nunca publicado, foi perdido ao ser emprestado ao psicanalista da juventude. Já adulta, outros dez livros, de crônicas ou sobre Psicanálise, foram escritos e publicados. Dentre eles, Deslocamentos do feminino, lançado originalmente em 1998 e relançado neste mês pela Boitempo Editorial. A nova edição foi revisada pela autora e traz, na orelha, um elogioso comentário de Marilena Chaui: “Como surgiu a ‘mulher freudiana’? Com essa indagação – e partindo da declaração de Freud de que não se nasce mulher nem homem, mas nos tornamos um ou outro –, Maria Rita Kehl pro

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