Homoeróticos: Corpo, vida, poesia gay e mais

Homoeróticos: Corpo, vida,  poesia gay e mais
Homoeróticos: Corpo,vida, poesia gay Organizada pelo escritor Ricardo Domeneck, a coletânea Homem com homem: Poesia homoerótica brasileira no século XXI reflete os mais recentes desdobramentos de uma longa tradição poética surgida talvez na Idade da Pedra ou do Bronze “desde que o primeiro homem descobriu ao seu lado um outro homem e sentiu seu corpo transtornado por um frêmito inexplicável”, como aponta o escritor João Silvério Trevisan em seu “Prefácio interessantíssimo” para a edição de mais de 300 páginas publicada este ano pela editora Ercolano. Nela, somos apresentados à produção contemporânea de 21 poetas de todo o Brasil que habitam o lócus literário aqui delimitado como o do homoerótico masculino. A antologia se apresenta tanto como um movimento de jogar luz sobre autores em plena ascendência quanto uma tentativa de lutar contra o esquecimento da produção poética de corpos estigmatizados pela lógica do pecado, da vergonha e da censura de suas identidades. Transitando por diversas temáticas e formas, os poemas reunidos na antologia provocam a reflexão de que, ao nos defrontarmos com a poesia mais inovadora de nossa época, também estamos adentrando o território do próprio corpo. O corpo que deseja. O corpo como experiência de duas realidades que se atravessam: texto e vida. Nesse território, toda a carnalidade não é o bastante. (Victor Kutz) Sobre distância e ausência Decasségui (literalmente, “aquele que trabalha longe de casa”) é o termo japonês que dá nome aos nipo-brasileiros que migram temporariamen

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