Clarice na memória de outros: fios soltos, coloridos, reunidos Thiago Cavalcante Jeronimo
Nadia Gotlib renuncia a uma organização exclusivista, uniforme, concreta, e oferece aos leitores dessas memórias a possibilidade de emendarem “fios soltos”, “vestígios”, à construção de um “ser quase” Clarice, Clarices.
Sinais de inundação: Safatle e os refugiados da linguagem Luiz Eduardo Soares
Que seja frívolo e impertinente, e desproporcional, considerando-se a magnitude do gesto que deu à luz este alfabeto de colisões, ainda assim ouso convocar aqui essa emoção íntima, fútil, doméstica, tão pequena e débil
Diário de Anita Aurora Bernardini
Todos nós, leitores e torcedores, ficamos contentes e ao terminar de ler o livro, queremos mais. O que terá achado Anita daqueles seus anos parisienses? E do Brasil, depois de sua volta?
Festival de Cannes 2024: “Anora”, de Sean Baker vence a Palma de Ouro
O troféu máximo do evento foi conferido ao longa “Anora”, do estadunidense Sean Baker – filme bastante elogiado, mas que foi eclipsado no último quando “The Seed of the Sacred Fig” se tornou uma unanimidade crítica
A tenebrosa normalização do fascismo Marcio Sotelo Felippe
Com o fascismo não se concilia. Não se faz acordo. Não se transige. Não se faz aliança. Não se anistia. O fascismo se destrói. Compete às forças lúcidas, racionais, progressistas e populares a missão de destruí-lo
Uma nova vida para Stella do Patrocínio Paula Carvalho
o objetivo de Stella do Patrocínio, ou o retorno de quem sempre esteve aqui é, segundo Vicentini, “fazer com que o invisível, o polícia secreta, o sem cor sejam reconhecidos. Que os nossos olhares se voltem para eles, tão acostumados e autorizados a controlar, normalizar e a bater o martelo
A riqueza de Elsa Morante Isabela Discacciati
Muitos se incomodam com o excesso de violência com o qual Elsa Morante descreve o lugar e as críticas que dirige à cidade de Nápoles. A proposta de olhar para as próprias feridas não é fácil de aceitar
Cannes 2024, dia 9: “Motel Destino”, “Parthenope” e “Grand Tour” Bruno Ghetti
Motel Destino é um filme agressivo, com uma sexualidade que não teme violentar o público, e embora isso possa ser visto como algo positivo. Os personagens não estão no altar que os melodramas habituais de Aïnouz costumam reservar a eles, talvez seja o que explique uma certa falta de identificação do espectador
Cannes 2024, dia 8: “Marcello Mio” e “Anora” Bruno Ghetti
Ela de fato é a cara de Marcello, mas também a de Catherine, e isso é verificável em qualquer filme de que Chiara já participou; não era preciso fazer um inteiro só sobre isso
Cannes 2024, dia 7: “The Apprentice” e “The Shrouds” Bruno Ghetti
O ator Sebastian Stan faz uma ótima progressão entre o jovem Trump e a aberração alaranjada que o presidente se tornaria anos depois. Mas o grande destaque é Jeremy Strong, como Cohn, que compõe o personagem com uma intrigante suavidade