Não estamos confortáveis

Não estamos confortáveis
Ilustração de capa (Divulgação)
  A vítima tem sempre razão? é um livro provocativo sobre duas das questões de maior impacto na vida contemporânea e na esfera política, dentro e fora do Brasil. Por um lado, a afirmação crescente dos movimentos identitários, em especial o movimento negro e o movimento feminista, e seu protagonismo na luta por direitos e reconhecimento. Por outro, a transformação do espaço público e das estruturas de mediação a partir das mídias sociais. Escrito no calor da hora e sobre o calor da hora, o ensaio de Francisco Bosco vincula e problematiza as relações entre os dois aspectos a partir de uma chave básica de interpretação seguida da análise de sete casos concretos, bastante diversos entre si: da polêmica do uso do turbante por mulheres brancas (discutindo o conceito de “apropriação cultural”) à reprodução de marchinhas politicamente incorretas durante o Carnaval de 2017, passando por denúncia de mulheres contra homens que teriam praticado abusos sexuais. Seguindo os passos de uma tradição que tem em Videologias: ensaios sobre a televisão, de Eugênio Bucci e Maria Rita Kehl, um de seus filhos diletos, Bosco costura análise de dispositivos de mídia, crítica cultural e implicações políticas. Segundo ele, o novo espaço público brasileiro surgiria como resultado de três fatores: as revoltas de junho de 2013, com a explicitação de conflitos sociais; o colapso do lulismo e a emergência das redes sociais digitais. A mudança marcaria o fim da autoimagem nacional baseada na mistura e na cordialidade (representada pela “Aquar

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