O paradigma junguiano e a abordagem simbólico- -arquetípica: Uma ciência para além da razão moderna

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O paradigma junguiano e a abordagem simbólico- -arquetípica: Uma ciência para além da razão moderna
(Wikimedia Commons)
  Na passagem do modo de pensar medieval, com sua ênfase na concepção religiosa da vida e do conhecimento, para a modernidade, em que a ênfase recai na concepção racionalista do mundo e do conhecimento, instala-se um vácuo epistemológico na cultura europeia. Vivemos hoje uma nova passagem. Estamos à beira de uma nova configuração da consciência coletiva. O paradigma junguiano tem arcabouço para lidar com essa nova configuração. No século 17, René Descartes preenche um vácuo epistemológico com a proposta de que o pensamento individual não é obra do divino, mas atributo da razão humana. Apesar de muito religioso, passa para a História como o pai do racionalismo que a modernidade vai cultuar por séculos. Seu último livro, As paixões da alma, de 1649, trata da relação entre a alma e o corpo, embora não seja destaque em sua biografia. O livro não se alinhava à racionalidade dominante nos escritos de Descartes e poderia manchar sua reputação. Consideramos o modelo cartesiano como a origem e o centro da mentalidade moderna; ele prevalece, ainda hoje, na pressuposição de que a única fonte de conhecimento válido, verdadeiro e sério é a ciên­cia positivista e seu empirismo lógico. A ciência moderna subsidiou um desenvolvimento tecnológico nunca observado, mas deixou de lado um amplo espectro de qualidades relevantes da vida humana concernentes à espiritualidade e à psique em geral. Immanuel Kant, no século 18, foi um pensador revolucionário para sua época: defensor de ideias iluministas, mas crítico do racionalismo carte

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