Arcas de Babel: Daniel Arelli traduz Hans Magnus Enzensberger Curadoria Patrícia Lavelle
Poetas mostram seus trabalhos de tradução em curso; Arelli traz poemas de Hans Magnus Enzensberger, um dos mais importantes escritores alemães do pós-guerra
O sujeito da solidão Lugar de Fala
“Continua, pois, faltando-me a palavra para designar o “sujeito da solidão”. Crio-lhe, então, um neologismo: solitano.”
Rodopios da mente Lugar de Fala
“Sempre fora uma mulher cercada de amigos, mas nesse novo tempo, os amigos tinham que se manter afastados. Justamente esse afastamento é que lhe trazia pensamentos sombrios.”
A sós Lugar de Fala
“Em algum canto do mundo, em meio a mais de 8 bilhões de pessoas, uma mulher rega suas plantas ao som do imortal flamenco de Camarón de la Isla e da guitarra de Paco de Lucía, enquanto espera o forno assar sua comida.”
Vazios sonoros Lugar de Fala
“Eu, por exemplo, já fui casado três vezes. Acho que não suportaria passar esses meses enfurnado em casa com ninguém.”
É (im)possível ser feliz sozinho Lugar de Fala
“Mas estar sozinho também pode ser positivo, quando se deseja relaxar e dedicar-se a interesses pessoais.”
Solidão pandêmica Lugar de Fala
“Rosas mudas plantadas no portal da sala testemunham a solidão imposta por um inimigo invisível”
Solinsônia Lugar de Fala
“Viro para um lado e o barulho de dentro abafa todo e qualquer ruído que venha de fora daqui.”
Solidões Lugar de Fala
“Pouco mais de 13,8 bilhões de anos. A distância entre o agora que avança e o primeiro fogo. Já fomos sós um dia.”
Me lanço ao labirinto Lugar de Fala
“Perdi a corda e a esperança/ e solitário/ caminho em segredo./ Invento meus assombros,/ enquanto caminho/ na folha em branco.”





