Trocando de papéis

Trocando de papéis
Benedito Nunes no Centro de Cultura e Formação Cristã (CCFC), no Pará (Foto Elza Lima)
  Mário Faustino talvez seja mais conhecido como poeta e Benedito Nunes, como crítico literário. Mas a experiência criadora de ambos, poeta e crítico, abrangeu outros domínios, e seus textos foram publicados, primeiramente, em suplementos literários com os quais colaboravam. Mário Faustino é o poeta de O homem e sua hora, único livro publicado em vida (morreu aos 32 anos de idade), mas a sua criação poética estendeu-se à atividade reflexiva do crítico. Sua concepção de crítica como fruto da experiência do poeta e, por consequência, do homem, levou-o à escolha do título da página que assinou no Suplemento do Jornal do Brasil – “Poesia-Experiência” – e que foi um empreendimento literário inédito no país. Tanto a sua obra poética quanto a sua atuação enquanto jornalista e crítico (propondo novos modelos crítico-criativos e apoiando os movimentos de vanguarda) representaram marcos para a poesia e para a crítica no Brasil. Benedito Nunes, na juventude, escreveu poemas (seus “pecadilhos juvenis”) e prosa de ficção, ao lado das primeiras reflexões crítico-filosóficas, no suplemento literário da Folha do Norte. Em “Meu caminho na crítica”, Nunes explica que seu interesse intelectual não nasce nem acaba no campo da crítica literária. “Amplificado à compreensão das obras de arte, incluindo as literárias, é também extensivo, em conjunto, à interpretação da cultura e à explicação da Natureza. Um interesse reflexivo, abrangente e, portanto, mais filosófico do que apenas literário”. Nunes estudou a

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