Por que amamos Paulo Leminski?

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Por que amamos Paulo Leminski?
O poeta, aos 33, com a barba espessa “diluindo” o famoso bigode, capricha e relaxa na praia de São Francisco do Sul, em Santa Catarina (Foto: Dico Kremer)
  Sucesso: a mais espantosa de todas as palavras que nos remetem ao universo da poesia de Paulo Leminski. O poeta curitibano, nascido em 1944 e morto em 1989, que completaria 75 anos neste 24 de agosto, fez e faz muito sucesso. E a aproximação entre poesia e sucesso no caso dele pode ser expressa em números grandiosos: Toda poesia, reunião de seus livros de poesia lançada em 2013, já bateu 170 mil exemplares, apenas na edição de papel (custa 62,90 reais neste país em que um programa social que distribui 89 reais por família causa tanta alegria – e ódio). Há também edição digital vendida pela própria editora e, claro, outras formas de circulação, digamos, “não registradas”, que podem levar esse número a casas ainda mais admiráveis. Muito antes disso, em 1983, quando Leminski, “pequeno poeta de província” até então, que circulava praticamente em autoedição em Curitiba, reuniu pela primeira vez seus poemas numa edição comercial em Caprichos & relaxos, também foi um estrondo para os padrões da poesia: várias edições em poucos anos, somando dezenas de milhares de livros. De lá pra cá, o cachorro louco sempre fez chover no piquenique de quem diz que poesia é para poucos. Leminski, sem dúvida, é para muitos. A poesia de Leminski fez e faz a cabeça dos públicos mais diversos, não apenas do leitor habitual de poesia treinado nas artimanhas do verso e para além dele. E nada aí se deu por acaso, porque fazer a poesia chegar ao público mais amplo possível era uma das “duas obsessões” de Leminski: “a fixaç

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