Jung x Freud

Jung x Freud

Em 1912, Carl Gustav Jung, então presidente da Associação Psicanalítica Internacional, fez em Nova York uma série de conferências que iriam mudar em definitivo a história da psicanálise.

Em Jung contra Freud (Princeton University Press), que está saindo nos EUA, ele questiona o modo como Freud via a sexualidade, o inconsciente, as origens das neuroses e a interpretação dos sonhos. Também defendeu, pela primeira vez, que todo psicanalista deveria submeter-se a análise.

Suas propostas seriam refutadas cabalmente por Freud, criando-se, assim, um dos maiores cismas intelectuais do século 20.

(5) Comentários

  1. Navegar nessas diferenças teóricas é extremamente interessante, sobretudo para revisitarmos conceitos fundamentais da abordagem. Além disso, analisar os discursos sempre nos aporta uma luz sobre a consistência desses conceitos.

    Sérgio Moab de Amorim de Albuquerque

  2. O conteúdo do livro não parece trazer nenhuma novidade, pois tais questões podem ser encontradas na maior parte dos textos que constituem as obras reunidas de Jung. Parece mais uma tentativa sensacionalista que manter viva a velha e ultrapassada querela entre junguianos e psicanalistas, vide o titulo do livro “jung x freud”. Interessante mesmo seria mostrar as contribuições científicas de Jung no período inicial de seu trabalho como médico-analista no Hospital Burghölzli, junto de Bleuler, e suas pesquisas com o teste de associação de palavras que o levaram à teoria dos complexos. Aliás, é a partir das produções desse período que Freud se interessa pelas ideias de Jung, afinal, essa relação foi intensa de ambos os lados. Mais do que criado ou “ajudante” conforme as palavras de Freud endereçadas a Jung em sua correspondência inicial, há que se considerar a importância da contribuições teóricas de Jung no campo da esquizofrenia e da psicologia profunda, que permanecem ainda hoje válidas no campo da psicoterapia.

  3. A Professora Santina Rodrigues está correta. Não existe nenhum proveito (seja social ou científico) a ser tirado ao se alimentar a querela entre Freudianos e Junguianos. Esse distanciamento produziu perdas enormes a ambos os lados e retardou o desenvolvimento da psicologia do inconsciente muito além do que seus estimuladores se deram conta. Em tempos onde o conhecimento do cérebro e da mente humana apreendido das pesquisas neurocientíficas confirma inúmeros insights desses dois grandes homens, o “continente desconhecido” do inconsciente precisa ser novamente explorado com a contribuição de uma “força multinacional” onde cada contribuição seja corretamente avaliada e pensada antes de ser descartada ou elevada a dogma. Nessa nova fronteira deveríamos colocar dois elementos como bússola: o avanço da ciência e o bem-estar dos pacientes (não necessariamente nessa ordem)…

  4. Na minha opinião, são os dois maiores nomes da Psicologia!! Essa separação entre os dois abriu um leque muito grande na Psicologia, não só por suas teorias, mas sim por suas ideias e ações… Ambos são muito bons! Mas particularmente prefiro o Jung (tirando o lado da religião, pois penso igual ao Freud) hehe

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