O feminismo e suas ondas

O feminismo e suas ondas
Grupo Women's Liberation marcha em apoio ao Partido dos Panteras Negras, em 1969 (David Fenton/Getty Images)
  Por que se fala em ondas dos feminismos? Se estes não se referem apenas a direitos iguais para mulheres e homens, qual seria o seu alcance? Sobre o que versa o seu conceito como um movimento plural e não unitário? Segundo Sally Scholz no livro Feminism: A beginner’s guide, de 2010, “feminismo é um projeto crítico” que se volta para aspectos que parecem opressivos às mulheres, oferecendo sugestões alternativas em termos de análises, práticas e discursos. A preferência atual pelo uso do termo no plural tem em vista a desconstrução dos papéis sociais e binários entre sexos e gêneros que alimentam o patriarcado. Nesse sentido, ao se tentar entender as bases sobre as quais se assentam os feminismos, deve-se levar em consideração a vida das mulheres como ponto de partida para teorias e práticas, ressaltando os caminhos dos quais as mulheres foram excluídas e problematizando as supostas características que reproduzem o sentido de serem mulheres. Todas essas questões nos remetem claramente às chamadas ondas feministas, ou seja, as gerações dos projetos feministas, muitas vezes controversas em nível teórico e prático. O termo ondas (the waves terminology) é elucidativo enquanto um projeto que ainda não se completou, em dois sentidos. O primeiro corresponde a um parâmetro cronológico ou de gerações. O segundo liga-se às sucessivas construções teórico-temáticas. Ambas as interpretações pressupõem que, tal como ondas no oceano, com marés (ebbs) e fluxos (flows), com marés altas e baixas, o reconhecimento das

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