Quando a beleza é a morte da beleza Jean Wyllys

Quando a beleza se converte em obsessão de controle, ela deixa de ser beleza. E é então que morre

Por muito que se disser, o fado é canção bairrista

Lisboa continua cantando. Nem sempre nos palcos, nem sempre nas casas de fado. Às vezes canta baixo, quase em segredo. Cabe a nós decidir se queremos apenas ouvir, ou se ainda somos capazes de escutar.

“A invenção nunca é pura” redação

O livro de poemas Boris e Marina, de Alberto Martins, publicado pela editora Companhia das Letras, foi um dos livros resenhados na Cult de fevereiro. A equipe da Cult conversou com o autor sobre o livro. Como surgiu a ideia para escrever Boris e Marina (que tem, como pano de fundo, um triângulo amoroso epistolar … Continue lendo ““A invenção nunca é pura””

Julia Barandier: “O que eu queria era o jogo de borrar as linhas entre ficção e realidade chegando a um ponto em que já não importa mais o que é o quê” redação

O romance Consigo inventar tudo, segundo livro de Julia Barandier, publicado pela editora Diadorim – foi um dos livros resenhados na Cult de fevereiro. A equipe da Cult conversou com a autora sobre o livro.   Como se deu a pesquisa para compor o trabalho de pesquisa de Luísa, a narradora do romance Consigo inventar … Continue lendo “Julia Barandier: “O que eu queria era o jogo de borrar as linhas entre ficção e realidade chegando a um ponto em que já não importa mais o que é o quê””

O retorno estratégico do essencialismo biológico Berenice Bento

Essa estratégia discursiva (“nós, mulheres”) tem sido acionada secularmente por mulheres que berram aos ventos em defesa da estabilidade da identidade feminina, calcada em estruturas hormonais, cromossômicas e na potência reprodutiva dos corpos femininos. Tremem, no entanto, de pavor diante da possibilidade de terem qualquer identificação com as mulheres negras e, mais recentemente, as mulheres trans.

Epstein e o “espelho de Jessé” Daniel Kupermann

Jessé Souza escolheu colocar-se face a um espelho virtuoso, que o desgenerificou, absolvendo-o de todo e qualquer machismo, projetando no judeu demonizado o horror que se experimenta ao se defrontar com a perversidade masculina exposta a céu aberto pelo “espelho de Epstein”.

A Bahia, o tempo e meu próximo romance Coluna Torta / Natércia Pontes

Não sei como vou enlaçar esses três temas em um único texto, talvez o resultado seja um laço torto. Mas como estou em casa, na minha Coluna Torta, vamos em frente. Estive na Bahia. Mergulhei de olhos abertos na escura Lagoa do Abaeté e lá dentro é surpreendentemente verde-limão. O areal branco do entorno arranca … Continue lendo “A Bahia, o tempo e meu próximo romance”

Gabe Klinger: Vinhos, cinema e a cidade Victor Kutz

  Isabel, estreia em Berlim do cineasta paulistano Gabe Klinger, volta o olhar do espectador ao pequeno universo particular dos bares de vinho em São Paulo, tendo em vista ainda questões urbanas próprias do mundo pós-pandêmico. Em diálogo com obras como Noite vazia e Filme demência, o longa-metragem trata o espaço urbano como personagem. Sem … Continue lendo “Gabe Klinger: Vinhos, cinema e a cidade”

O Grande Irmão, de Orwell, é a metáfora perfeita para IA Ubiratan Brasil

No documentário Orwell: 2+2=5, que acaba de estrear no Brasil, o cineasta haitiano Rauol Peck se concentra nos últimos anos de George Orwell para mostrar como sua escrita mantém-se um alerta contra a apatia, a negação e a reescrita da verdade

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