De quantas minorias se faz o apoio a Bolsonaro?

De quantas minorias se faz o apoio a Bolsonaro?
(Foto: Arte Revista Cult)
  Já dissemos e repetimos muitas vezes que a onda bolsonarista, que em 2018 varreu o sistema político brasileiro e produziu a surpreendente vitória de seu líder, foi composta de uma curiosa convergência de vários públicos e algumas minorias políticas, em decorrência da identificação de alguns sentimentos e pautas em comum e da adoção de algumas interpretações de fatos e narrativas compartilhadas. E continuamos sustentando que o apoio político, popular e eleitoral a Bolsonaro e ao bolsonarismo é proveniente de públicos bastante heterogêneos em sua natureza, origem e pautas, mas unidos ao redor de algumas agendas, discursos e inimigos comuns. Assim, dá-se o fato impressionante de que Bolsonaro nem foi eleito nem é sustentado por nenhuma maioria política ou eleitoral, mas por várias minorias circunstancialmente ajuntadas e, sob alguns aspectos pelo menos, precariamente atadas entre si. Se essa hipótese estiver correta, tanto o apoio popular ao governo como seu futuro eleitoral dependem substancialmente de como vão se manter ou distanciar da plataforma bolsonarista as diferentes minorias que eventualmente se aglutinaram para sua eleição e governabilidade. As minorias que sustentam o bolsonarismo podem ser identificadas, de um lado,  por pautas, causas ou agendas, e por outro lado pelos tipos de público prioritário de tais agendas, ou, enfim, pelos movimentos ou sentimentos sociais dominantes que estão em sua origem. Notem que os sentimentos antipetista e antipolítica perpassam todos os segmentos de públicos e são o liame mais f

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