A história de uma alma

O uruguaio Juan Carlos Onetti, cuja novela O poço chega ao Brasil, recusou os arroubos épicos de seus contemporâneos e tornou-se um marco da narrativa moderna  Julián Fuks Das razões do mercado convém guardar distância: o espírito mais acerbo dirá que a generosidade na acolhida de uma obra é inversamente proporcional à generosidade da obra … Continue lendo “A história de uma alma”

Capitão renascimento

Autor de livro que inspirou o filme Tropa de Elite, o sociólogo Luiz Eduardo Soares discute em nova obra as alternativas ao encarceramento e a prática do perdão na sociedade

O prazer e a dúvida

Contos de André Sant’Anna exploram a tensão entre o imperativo transgressor e a reprodução do óbvio Tony Monti Há uma anedota que diz que, quando um budista pergunta a outro o que é o budismo, se o segundo souber a resposta e o primeiro a entender, nenhum dos dois entende nada de budismo. Assim como … Continue lendo “O prazer e a dúvida”

O outro, o mesmo Alcir Pécora

Novo romance de Vila-Matas usa referências artísticas para tratar do fracasso

Suspense sem fim Guilherme Zanella

Versão integral das Mil e Uma Noites chega ao 4º e último volume; para o tradutor, Mamede Jarouche, trata-se de “um trabalho de escavação”

Oficina literária – Óculos de Drummond

Furtaram os óculos de Drummond. Sim, os óculos da estátua do poeta, situada no calçadão da velha Copacabana. O corpo e a cabeça permanecem lá, altivos, imponentes como o homem que, a despeito de franzino, era um gigante. A mídia já se encarregou de rotular a atitude como resultado do vandalismo de um grupo de … Continue lendo “Oficina literária – Óculos de Drummond”

Por que os artistas precisam de uma convenção de Genebra

O legado nazista abre um vácuo moral que até mesmo um homem de Deus deve superar Norman Lebrecht Duas peças do dramaturgo Ronald Harwood, 75, examinam as decisões que os músicos tomam sob extrema pressão. Tomando partido [Taking Sides] reencena o processo de desnazificação, ocorrido em 1946, de Wilhelm Furtwängler, o regente principal da Orquestra … Continue lendo “Por que os artistas precisam de uma convenção de Genebra”

Da gratidão

Os livros encerram uma utopia das relações pessoais Francisco Bosco Todo leitor já o sentiu: ao término de um livro que nos tenha sido importante, que tenha nos emocionado ou tornado mais aguda a nossa percepção das coisas, sentimos formar-se em nós uma vontade de agradecimento, de retribuição. Dedicatórias a autores mortos são uma das … Continue lendo “Da gratidão”

Entrevista – Boris Fausto

O historiador Boris Fausto fala sobre seu novo livro e analisa os resquícios do populismo na atual política latino-americana Wilker Sousa Criada na Itália no final dos anos 1970, a micro-história tornou-se um gênero prestigiado no ocidente. Detendo-se em fatos que ficam à margem de abordagens históricas mais amplas, a micro-história faz do corriqueiro e … Continue lendo “Entrevista – Boris Fausto”

Homenagem Augusto Boal

Artista fundamental para a compreensão da cultura contemporânea no Brasil, Augusto Boal conciliou o engajamento político a uma inventividade estética surpreendente Welington Andrade O teatro brasileiro trilhou entre as décadas de 1950 e 1970 um sólido caminho rumo à notoriedade. Dotada do convite à polêmica, à prontidão crítica e à ousadia da experimentação, a criação … Continue lendo “Homenagem Augusto Boal”

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