Árduo trabalho de investigação
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(divulgação)
Quase seis décadas após a morte de João Guimarães Rosa, sua obra segue gerando vasta produção crítica em universidades no Brasil e no exterior. Paradoxalmente, demorou para que o autor fosse retratado em obra de fôlego – que desse conta de sua biografia.
O escritor trabalhava deliberadamente para preservar a própria intimidade. Recentemente, sua vida foi retratada pelo jornalista Leonencio Nossa, que, em março deste ano, lançou João Guimarães Rosa: Biografia, pela Nova Fronteira em parceria com a Topbooks.
O autor relata que a tarefa de escrever a biografia de um escritor da estatura de Rosa exigiu um árduo trabalho de investigação. Após perceber – em 2006, durante as comemorações dos 50 anos de Grande sertão: veredas – a demanda por uma biografia do autor, Nossa começou a reunir materiais biográficos.
Também data de 2006 a publicação de seu primeiro livro: Viagens com o presidente (Record), compilação de histórias de viagens do presidente Lula pelo país e pelo mundo. O projeto de biografar Rosa, que o acompanhou desde então, foi concluído, finalmente, durante a pandemia.
“Havia certa recusa em aceitar que eu estava fazendo esse trabalho”, diz Nossa. “Era como se fosse algo impossível.” Foi após o contato com José Mário Pereira, editor da Topbooks, e com o poeta, ensaísta e crítico literário Antônio Carlos Secchin que Nossa se convenceu de que deveria levar o projeto adiante. O resultado é um volume de pouco mais de 700 páginas, extraído de uma pesquisa que chegou a ultrapassar as 2 mil páginas, elaborada
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