Grandes sertões – dois pontos! – travessias

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Grandes sertões – dois pontos! – travessias
Guimarães Rosa e Harriet de Onís, tradutora estadunidense que participou da primeira versão de Grande sertão: veredas para a língua inglesa em 1963 ( acervo museu casa guimarães rosa )
O alemão Berthold Zilly e a australiana Alison Entrekin – dois dos principais tradutores da língua portuguesa – estão a poucos passos de concluir longas travessias: serão publicadas, enfim, suas versões de um dos nossos romances mais inventivos e consagrados: Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa, de 1956. Zilly começou a trabalhar com o material em 2011, Entrekin, em 2014. Agora, em etapas derradeiras de edição, tanto o livro de Zilly (em alemão, pela Fischer) quanto o de Entrekin (em inglês, pela Simon & Schuster, nos Estados Unidos, e pela Bloomsbury, no Reino Unido) devem chegar a seus leitores em janeiro de 2027. Tamanho desafio – de transpor essa obra singular, de proposta estética transgressora, para as afastadas línguas inglesa e alemã – já havia sido enfrentado. Com o título The Devil to Pay in the Backlands, a tradução dos estadunidenses Harriet de Onís e James L. Taylor veio à tona em 1963. Pouco depois, em 1964, traduzido por Curt Meyer-Clason, foi a vez de o público germanófono conhecer Riobaldo e Diadorim. A opção de Meyer-Clason foi manter parcialmente o título original: Grande Sertão. É consenso da crítica especializada, porém, que essas primeiras traduções não conseguiram transmitir a real dimensão do universo rosiano, com seu estilo peculiar e sua sonoridade. Por isso, a importância das novas e cuidadosas versões, que ajudarão a exportar, de forma adequada, o melhor da arte brasileira. A obra-prima de Guimarães Rosa, para nós, por aqui, completa 70 anos; ao mesmo tempo, em outros territóri

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