Um mestre no centro do capitalismo

Um mestre no centro do capitalismo
Roberto Schwarz em Paris, década de 1970 (Acervo Roberto Schwarz)
  Desde pelo menos 1988, data da publicação da versão em inglês do ensaio “Nacional por subtração” na revista New Left Review, a obra de Roberto Schwarz circula cada vez mais nesse idioma, língua geral da crítica cultural do Ocidente. Apesar de “Cultura e política, 1964-1969” ter sido publicado orginalmente na revista Les Temps modernes, fundada por Sartre, Simone de Beauvoir e Maurice Merleau-Ponty, a participação do nosso crítico no debate internacional tomou impulso com as publicações em inglês cada vez mais frequentes: até o momento, três livros completos e duas coletâneas de ensaios, além de vários artigos. Some-se a isso um livro de artigos escrito por especialistas de lá e de cá, Roberto Schwarz and World Literature , de 2024, e a publicação de vários ensaios sobre sua obra na revista norte-americana Mediations. Há ainda outra coletânea em inglês a caminho, Roberto Schwarz: Beyond Borders , além de ter saído em 2023 uma versão de Um mestre na periferia do capitalismo em alemão. O que faz de Roberto Schwarz um mestre também no centro do capitalismo? Lembro-me de uma conversa com a editora da New Left Review, Susan Watkins, que publicou traduções para o inglês de alguns dos seus mais importantes ensaios. Ela me contou que, nas discussões do comitê editorial sobre quem publicar e de qual país, o parâmetro era justamente nosso autor: “A pergunta que norteia nossa discussão é: quem é o Roberto Schwarz dos diferentes países? Ou, uma versão mais frequente, por que tal país não tem um Roberto Schwarz?”. A ques

Assine a Revista Cult e
tenha acesso a conteúdos exclusivos
Assinar »

Fevereiro

TV Cult