Redescobrir W. E. B. Du Bois Matheus Gato

O pensador norte-americano deixou um legado fértil em campos como a sociologia, a história e os estudos sobre raça. Este dossiê refaz a diversidade de caminhos de pesquisa do autor de clássicos como Black Reconstruction e O negro da Filadélfia

Sociologia e a raça negra Antonio Sérgio Alfredo Guimarães

Para Du Bois, só a partir da noção de raça poderiam os colonizados refundarem a sua cultura para um projeto de civilização que os recolocasse em igualdade de condições na grande família humana

O moderno conceito de branco Sara Antunes de Oliveira e Souza

Du Bois questionou os chamados valores da civilização ocidental e os vínculos entre as formas de conhecimento e os regimes de dominação racial e colonial

Du Bois, o Brasil e o pan-africanismo Juliana Góes e Jorge Daniel Vásquez

O envolvimento do autor com a realidade brasileira, marcado por êxitos e limitações, oferece insights sobre os desafios de um movimento de libertação afrodiaspórico global

Os estudos urbanos e a Escola de Atlanta Cristina Patriota de Moura

O negro da Filadélfia é considerado não só uma relíquia preciosa do jovem Du Bois, mas uma obra pioneira e essencial para os estudos urbanos na sociologia e na antropologia

Capitalismo racial: De Robinson a Du Bois Ruy Braga

Marxismo, racismo, luta de classes e um debate sobre a opressão racial e a exploração capitalista

Du Bois e a Igreja negra Fabiana Sousa e Isaac Palma Brandão

Para o autor, a instituição religiosa transcende sua dimensão puramente espiritual, funcionando como um espaço de resistência, de organização social e de construção de identidade

Introdução Rose Gurski

Para pensarmos em uma alternativa que se apresente com a força libidinal necessária a fim de enfrentar os efeitos da colonização do inconsciente, conforme sublinha Fisher, evocamos a noção de oniropolítica

Como será viver sem futuro? Marcelo Ricardo Pereira

A vida parece estar num grande “aqui e agora”, num grande presente de microinstantes, que compõem uma superfície imensa sobre a qual se banaliza a morte a ponto de cancelar toda e qualquer perspectiva de devir

“O futuro não é mais como era antigamente” Aléxia Bretas

É preciso abandonar a própria ordem temporal de passado-presente-futuro para interromper o continuum dos opressores preservado e transmitido por uma cultura hegemônica alheia à barbárie da qual se mostra indissociável

Fevereiro

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