Egolândia

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Martyn Palmer, de Veneza

“Estou apenas olhando para nosso fascínio com a cultura de celebridades e para ?o fenômeno dos dias atuais de tanta gente querer ser famosa.” É assim que Sofia Coppola explica seu novo longa-metragem (lançado em 2010), Um Lugar Qualquer (Universal Pictures).

O filme, que chega este mês em DVD às lojas brasileiras, conta a história do ator Johnny Marco (Stephen Dorff), que tem a vida que sonha qualquer aspirante a celebridade: é rico, famoso, e consegue a mulher que quiser. Mas ele é solitário e infeliz. Em entrevista, a diretora falou sobre a escolha da locação do filme, o Chateau Marmont (L.A.), e solidão, tema recorrente em sua obra.

Tinha de ser no Chateau Marmont?

Sim, e eu sou sempre assim: nunca tenho plano B. O Marmont era essencial na história de Johnny. É o tipo de cara que se hospedaria lá, que é um ícone da cultura de Los Angeles.

Por que escolheu Stephen para viver Johnny Marco?

Pensei nele vivendo aquele cara porque sei que ele é muito doce e tem um grande coração, o que de alguma maneira contrasta com a vida que você vê nesse tipo de homem macho que ?ele interpreta.

E por que escolheu Elle Fanning para interpretar Cleo?

Quando meu produtor sugeriu Elle, fiquei relutante, pensei que ela podia ser uma daquelas pequenas atrizes de Hollywood que foram treinadas. Mas em seguida a conheci e ela é ótima. É muito profissional, e ainda é uma criança, ela não é como um miniadulto.

Você usou o filme para mostrar como desaprova esse estilo hedonista de vida?

Sim. Eu posso me divertir também [risos], mas acho que, se sua vida é sempre ceder, onde não há qualquer tipo de equilíbrio com algo real, não é tão bom. Talvez seja divertido no começo, mas depois de um tempo o que acontece?

Que temas você procurou explorar em Um Lugar Qualquer?

Estou apenas olhando para nosso fascínio com a cultura de celebridades e para o fenômeno dos dias atuais de tanta gente querer ser famosa. E, também, para a vida moderna e todas as suas distrações. É difícil ficar quieto e ser introspectivo. E Johnny se encontra no momento da vida em que tem de escolher qual caminho seguir. Eu acho que é algo com que qualquer um pode se relacionar.

É também sobre solidão, o que abordou tão bem em Encontros e Desencontros.Por que sempre volta a essas questões?

Eu gosto de personagens em transição, que estão decidindo que caminho querem seguir. É algo que me interessa.

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