Desinformação: sintoma do populismo linguístico em nossa época

Desinformação: sintoma do populismo linguístico em nossa época
(Foto :Halle-Caccioppoli)
  Informação é o ato de “informar, ou seja, de produzir um informe”, uma “forma” referente a um “conteúdo” qualquer que se pretende comunicar com o objetivo de torná-lo conhecido por outros.  Informes são produzidos a partir de dados organizados por informantes. Somos todos informantes quando emitimos sinais, frases e discursos para outros com os mais diversos objetivos. Somos informantes em nível doméstico por meio das mais diversas mensagens com os mais diversos conteúdos. No passado, as pessoas se informavam por bilhetes e cartas e, com o advento da imprensa, folhetins e jornais começaram a fazer parte do dia a dia. Hoje, nossos dados estão todos capturados por empresas como a Google, que tem o poder de informar sobre nós, mesmo sem nosso consentimento. Nós também fomos transformados em dados e, por isso, em mercadorias com mais ou menos valor. Um simples cartaz colado pelo síndico no saguão do edifício para avisar que vai faltar água em determinado dia nos informa, assim como o bilhete na porta de uma repartição faz com que todos saibam que o responsável saiu para almoçar. Por informes em rádio ou televisão acontece a difusão massiva da informação. Mas vivemos uma mutação nesse campo e podemos dizer que as redes sociais hoje implodem a ideia de que a informação é algo importante e verdadeiro, que deve ser veiculado.  Pressupomos que aquilo que é informado seja verdadeiro, mas Nietzsche já nos alertava que uma ideia repetida mil vezes torna-se verdade. Esperamos a verdade, mas quando não é ela que está s

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