Crítica da razão ortodoxa

Crítica da razão ortodoxa
Capa da edição de 1960 do romance '1984', de George Orwell (Signet Books/ Reprodução)
  O erro mais comum em re­lação ao romance distópico 1984 é achar que se trata de uma previsão do futuro que não deu certo. Mais errado ainda é não ler 1984, justamente pelo motivo deste ano já ter passado sem que as tais “profecias” tenham se cumprido. O próprio autor dizia que o livro foi escrito para servir de alerta, não como um relato exato do que viria. Longe de ser um livro datado, 1984 tornou-se um clássico da ficção política. As reflexões do autor, tanto nessa obra como em uma longa carreira jornalística, estão cada vez mais atuais, especialmente quan­ do comenta as relações entre linguagem, idéias e poder. Na verdade, muito do que Orwell mostra no romance foi retirado da realidade mundial em 1948, quando escrevia o livro. Mudando o “8” e o “4” de posição ele chegou ao título do livro, que originariamente deveria ser chamado O último homem na Europa. Esse homem, o personagem principal do livro, tem o curioso nome Winston Smith. O prenome lembra um dos mais brilhantes indivíduos que marcaram a política britânica e mundial no século 20, o estadista Winston Churchill. O Smith é o Silva dos ingleses. No mundo de 1984, três grandes estados totalitários vivem em guerra permanente. Um deles (“Oceânia”) inclui o mundo anglo-saxão e as Américas; outro representa a ex-URSS e a Europa continental (“Eurásia”); o terceiro inclui China e países do Oriente (“Lestásia”). O resto, basicamente o Terceiro Mundo, é campo de batalha e conquista dos três. Winston Smith vive na Pista de Pouso Número

Assine a Revista Cult e
tenha acesso a conteúdos exclusivos
Assinar »

Dezembro

TV Cult