A arte que virou pornografia aos olhos dos neofundamentalistas

A arte que virou pornografia aos olhos dos neofundamentalistas
'Travesti da lambada e deusa das águas', de Bia Leite, 2013. Obra que estava em exposição na mostra ‘Queermuseu’ (Divulgação)

 

 

O Santander Cultural de Porto Alegre cedeu ao obscurantismo e fechou, neste domingo (10), uma exposição com cerca de 270 obras de arte em que questões de gênero, diversidade, queer e temáticas LGBT são tratadas. A pressão veio de movimentos religiosos, seguidores do MBL que postaram em suas páginas matérias, textos e vídeos incitando o ódio, acusando o curador de perversão, ameaçando e agredindo verbalmente os visitantes e artistas em nome da moral e dos bons costumes.

O mais espantoso: a exposição Queermuseu: Cartografias das diferenças na arte brasileira, com curadoria de Gaudêncio Fidelis, que foi curador-chefe da 10ª Bienal do Mercosul, em 2015, simplesmente traz obras de Volpi, Portinari, Flávio de Carvalho, Ligia Clark, Alair Gomes, Adriana Varejão, artistas mais que consagrados, e uma série de fotografias, esculturas, pinturas, filmes, vídeos, colagens e gravuras de artistas contemporâneos e de todos os tempos.

Ou seja, os pseudo “liberais” atacam não só a liberdade de expressão, mas demostram uma vasta ignorância em relação às formas disruptivas da arte falar sobre comportamento, crenças e valores. O nome disso não é liberalismo, é fascismo, literalmente.

A patrulha fundamentalista e de “ódioartivismo” repete o Partido Nazista da Alemanha, nos anos 1930, que passou a perseguir o que considerava uma “arte degenerada”, ligada aos movimentos vanguardistas modernos. Picasso, Matisse, Mondrian, glórias da arte mundial, foram considerados “degenerados” e execrados em exposições pelos nazis. Repete-se no Brasil de 2017 o ridículo histórico.

“Arte Degenerada” foi o título de uma mostra montada pelos nazistas em Munique, em 1937, em que as obras modernistas eram acompanhadas de faixas e rótulos ridicularizando as peças expostas, inflamando e produzindo ódio na opinião pública.

Os movimentos fundamentalistas e os “liberais” brasileiros estão usando essa mesma estratégia nas redes, alimentando um exército de zumbis que veem “pornografia” e “depravação” em qualquer proposta que trate de diversidade, gênero, questões de comportamento e temáticas LGBT.

“MailArt - Gay-I-Vota" (1981), de Rogério Nazari
‘MailArt – Gay-I-Vota’, de Rogério Nazari, 1981. Obra que estava em exposição na mostra ‘Queermuseu’ (Divulgação)

No meio de uma exposição com 85 artistas e todas as linguagens, com mulheres de Portinari, fotos de Alair Gomes e trabalhos de Leonilson, o exército de zumbis só vê “pedofilia”, “pornografia”, “depravação”, “imoralidade”, “blasfêmia”.  Falam do absurdo que é misturar sexo e religião, mas se olharem o teto da Capela Sistina verão uma suntuosa representação de Michelangelo com cenas de nudez e sexo, que vão da criação, passam por Adão e Eva e chegam ao juízo final, expressando todos os tipos de paixões humanas. Isso em pleno Vaticano.

O direito de “não ver” é muito fácil de ser exercido em uma exposição. Basta não frequentá-la ao ser alertado de seu “conteúdo adulto” ou violento. Mas para os fundamentalistas é preciso censurar, impedir e destruir o direito de ver.

Quais as “imagens degeneradas” em questão na exposição Queermuseu? Uma figura de Jesus Cristo com várias pernas e mãos, como o Buda/Shiva de mil braços. Imagens com a inscrição “Criança viada travesti da lambada” e “Criança viada deusa das águas”, acusada de “pedofilia” – esta uma obra da artista Bia Leite que utiliza ironia e gírias do mundo gay para falar sobre a vivência da homossexualidade e do travestismo na infância. Os quadros, por sua vez, são inspirados no criador do tumbrl “Criança Viada”, de Iran Giusti, que circula pela internet faz tempo. Pois sim, existem transformações nas identidades de gênero na infância e adolescência.

Podemos criticar o “mau gosto”, podemos entender o incômodo com a arte e suas “ofensas”, mas desejar e propor a supressão e eliminação do outro; censurar, ameaçar, cancelar uma exposição que se dispõe a discutir questões contemporâneas é algo assustador.

O horror diante da expressão de temas e questões produz o ódio dos que imputam aos artistas um poder de influência sobre os corpos e escolhas identitárias. Um poder de incitação pela simples enunciação e expressão de um estado de coisas. Da mesma forma que imputam ao debate de gênero nas escolas, na TV, na sociedade uma possível perversão das crianças e adolescentes. Um erro grosseiro.

‘Cena de interior II’, de Adriana Varejão, 1994
‘Cena de interior II’, de Adriana Varejão, 1994. Obra que estava em exposição na mostra ‘Queermuseu’ (Divulgação)

Outra obra, o desenho de uma pessoa tendo relação sexual com um animal (coisa que no Brasil já virou até história em quadrinhos, só lembrar de Carlos Zéfiro, e seus “catecismos” eróticos) parece desconhecer o catálogo e os menus sexuais amplamente oferecidos nos canais de conteúdo “adulto” na internet, na televisão a cabo e no YouTube, liberado para quem quiser ver em plataformas gratuitas e/ou quiser pagar.  Os fundamentalistas não atacam o campo do consumo! Nem sua comercialização, mas atacam o campo da arte e do pensamento.

Os novos moralistas também acusam o Santander Cultural de utilizar a Lei Rouanet (sempre ela!) para financiar a “arte degenerada” segundo a vasta ignorância cultural de movimentos como o MBL, fundamentalistas religiosos e todo um exército de teleguiados. O pecado? Usar dinheiro público para apoiar “pornografia”. Mas é justamente o contrário, em um momento extraordinário da cultura brasileira, essas obras e esse tipo de exposição nos fazem pensar, refletir e questionar sobre a intolerância, o preconceito, a violência diante do outro e diante das diferenças.

Em nota, o Santander Cultural, que diz repudiar todo tipo de preconceito, recuou lamentavelmente e cancelou a mostra que já tinha sido visitada por milhares de pessoas e ficaria em cartaz até outubro.

A máquina de retrocessos que está operando no Brasil é primária e boçal. Esse ato de ódio e intolerância contra artistas, contra obras, contra sujeitos que lutam para se expressar é o signo não de uma “arte degenerada”, mas de uma sociedade doente que não suporta a democracia, que não suporta a existência dos outros! Mas estão mexendo com o mais potente e poderoso: o “parlamento dos corpos”, a lei do desejo. E essa é difícil de censurar ou calar.

O que diriam diante do Jardim das delícias de Bosch (1504), tela extraordinária e suntuosa, exibida com pompa e circunstância no Museu do Prado?

(29) Comentários

  1. Oi… gostei muito muito do texto.
    Sobre esse debate – direitos, intolerância, preconceito, ódio, respeito, dignidade – há muito a ser dialogado e debatido. O “outro” sempre vai existir, dos dois lados: enquanto para aquilo que você denominou de fundamentalista o outro é a “arte queer, a exposição, a sexualidade diferente da norman”; para o universo LGBT e queers e aqueles que não se veem como fundamentalista, o outro é o “fundamentalista religioso”…. Minha pergunta, e é uma pergunta mesmo no sentido de refletir, de me ajudar a pensar é: se em uma exposição um artista assumidamente cristão-católico fizesse uma colagem, por exemplo, e nessa houvesse algo que representasse uma relação homo-afetiva e por cima dela uma tarja escrito: pecado; como nós reagiríamos? Tb seria uma obra de arte, tb deveria estar resguardada pelo discurso de liberdade de expressão?
    Nós recriminaríamos a obra e seu artista por incitar o ódio? Ou teríamos um olhar sociológico e antropológico e compreenderíamos que se trata de uma manifestação cultural, de um discurso religioso que representa uma verdade? E não “a verdade”? Enfim, diante de tudo o que vimos vivendo há muito que se pensar e debater. Mais uma vez: muito obrigada por esse artigo!

  2. A arte é muito questionável e relativa, cheia de dois pesos e duas medidas. Honestamente, eu não vejo nada demais nessas obras, mas eu não as colocaria numa categoria de arte só porque estão numa galeria ou museu. Eu defendo o direito de dizer que pornografia é pornografia e ponto. Por que o medo de dizer a realidade e camuflar com arte? O discurso artístico torna-se hipócrita. O fato de colocar uma obra com o real propósito dela (de pornografia), e camuflá-la de arte é o medo de que a mesma seja direcionada a espaços ou mostras específicas do gênero, o “gueto” ou “submundo” da arte. Quem assume o direito de fazer tal obra (e reforço a ideia de obra no comentário para possível reflexão) deveria assumir o papel que lhe cabe. Porque, se de um lado há uma sociedade hipócrita, que não aceita determinado tipo de arte, por outro, há um discurso hipócrita de artistas que querem expor seus mais profundos, intrínsecos e obscuros desejos sexuais e, como um fetiche, empurrá-los guela abaixo da mesma sociedade hipócrita conservadora e seletiva, com um discurso de “o que estou fazendo é arte”, quando, na verdade, o que faz é expor uma pornografia, que poderia estar pelas ruas, becos, ou pelos sites de conteúdo adulto na internet e não numa galeria, e se assim estiver, que esteja assumidamente com a definição do que é. Para os artistas, ter em uma obra alguém tendo relações com um animal é arte; para os mesmos artistas, ter na internet (em um site adulto) um vídeo de alguém tendo relações com um animal não é arte? A diferença está no local (espaço) que ambos se encontram? Discurso artisticamente hipócrita, com dois pesos e duas medidas. Mas combina bem com a sociedade hipócrita conservadora que temos neste país também. Nem sei por que ambas não dão as mãos e viram “amigas de infância”. Talvez porque, para a classe conservadora, isso poderia ter uma acusação de pedofilia. Mas para a classe artística isso seria…. Arte. Vai entender. Então tá.

  3. Temos o mesmo direito de não gostar que Sra. tem de gostar. Quem retirou a exposição do ar foi o proprio Banco Santander. Por ultimo, a exposição estava sendo frequentada por escolas.

  4. As imagens de zoofilia e pedofilia em exposição é horrível. Lidamos tanto com isso… Outro dia conseguimos excluir uma página no face que tinha desenhos de zoofilia. Não precisamos desse tipo de “arte”!

  5. Realmente é difícil tentar explicar zoofilia, pedofilia, profanação de objetos sagrados, então o certo é chamar todos de neofundamentalistas mesmo. Vai que cola!

  6. Nessa exposição constata-se vários crimes que devem ser apurados. Na amostra tem pedofilia, zoofilia e escárnio religioso, isso é simples apologia e querem camuflar chamando essa porcaria de arte. Que texto desonesto e emburrecedor, vai da comparação de obras totalmente fora de nexo, até eles acusarem os outros do que eles são, mas esperar o que de gente que fala que chamar gay de viado é preconceito, mas chamar uma criança de viada trans é cultura.

  7. Sra. Ivana, o que mais foi questionado, foi a exposição estar aberta ao público e às crianças. Há de se admitir, que o conteúdo não é apropriado para menores.

  8. A arte em si não merece discussão, já o “textão ” da Ivana Bentes , incitando aos mesmos meios usados contra a tal exposição…vale a pena escrever mais ?

  9. Além de ser uma “obra” que deveria ser classificada para maiores de 16 anos e de péssimo mal gosto, Ainda muito mal feitas

  10. Nenhuma dessas obras Queer me incomoda a unica coisa que eu achei absurdo foi a obra com hóstias e a imagem de Jesus sendo desrespeitadas, isso é uma absurdo.

  11. Linguagem rebuscada e comparações absurdas para tentar respaldar uma exposição de péssimo gosto e até criminosa. Lamentável tentar colocar sua retirada e repúdio a ela como mero exercício de censura. Isto sim é tentativa desesperada de mudar o foco da discussão e respaldar ponto de vista insustentável.

  12. Querer comparar Picasso, Matisse e Michelangelo com Adriana Varejão e uma peça com pedofilia e zoofilia com a CAPELA SISTINA… aaaah!!!, faça me um favor!!!

  13. Não entendo isso como arte. Isso é apologia pura!! Pornografia explícita, zoofilia, pedofilia, por favor né…E, o pior aberto para crianças!!!. Estou feliz que a escola da minha filha não aderiu a esse evento. Se levasse minha filha, para ver um troço desse, eu processava a escola, organizadores e esse banco lixo, que patrocinou essa apologia, disfarçada de arte.

  14. que bom. em breve, seriados de zoofilia nos canais abertos de televisão, no horário infantil. viva a diversidade, claro.

  15. Parabéns pela excelente comparação da exposição do Queermuseum com as obras de Hieronymous Bosch, principalmente a “O Jardim das Delícias”, um exímio quadro que transmite uma linha do tempo em forma de pintura, com a ordem cronológica da esquerda para direita, mostrando o caminho da promiscuidade e o amor livre, levando ao inferno, segundo Bosch. Tal temporização explicitada no quadro é o supra-sumo da obra por si só.
    Nós te conhecemos, Ivana Bentes. Sabemos da sua preguiça mental e do anseio extremo à distorção dos fatos.

  16. A questão é não haver critério de público. Se há publico para algo tão débil, não me importa. Mas fazer esse tipo de exposição aberta a crianças é óbvio que é um ato proposital e programado, o que não será tolerado pela sociedade. Se querem respeito, comecem respeitando. E isso se chama democracia, a maioria vence. E acho que ainda somos maioria. Façam essa exposição para seus pares e com certeza não haverá resistência.

  17. Sra. Ivana, então a senhora abre os canais do youtube e tv a cabo eróticos e pornográficos para seus filhos, sobrinhos verem? Que comparação idiota!!! Pode até ser arte, e nem vou discutir, mas abrir para o público todo, haja paciência! Vamos largar as posições socio-políticas de pelúcia de lado, só um pouquinho e refletir sobre até onde começa e termina a liberdade de ir e vir das pessoas que VIVEM (convivem) em sociedade.

  18. A briga é boa, de um lado aqueles que interpretam esta merda como arte, que vivemos num país democrático e que a expressão artística é livre, mas de outro temos uma sociedade que repele do seu cotidiano estas porcarias e que fere contra sua moral e que jamais vão desfazer dos seus “velhos” conceitos e valores. Bosch foi incrível, mas também foi taxado de tudo por conta da sua obra que era fora do seu tempo, mas não se encontra em nenhuma tela uma cena onde criança é taxada de VIADA!!! Democracia é exatamente isso, uma faz besteira e o outro não gosta!!!

  19. Cara Ivana, gostei muito do seu artigo. Eu sou coreana mas morei no Brasil por 26 anos. Agora moro na Italia da 19. Sou arquiteto e artista. Não tenho certeza, mas acho que aqui na Italia e grande parte da Europa esta exposição não teria causado tanto escândalo. Não todos conseguem reconhecer a diferença entre promoção e denuncia (da violência). O estile da exposição não é o meu, mas ver uma exposição de arte significa tantas coisas, e ir mais longe dos próprios conhecimentos, fazer autocritica e meditar, criando uma leitura sem preconceitos… Não é pra todos. Como um bom livro de ficção, a realidade é muito pior. Eu sou contra pedofilia, zoofilia, e ofensa a religiões. Mas vendo as obras de arte… Penso que os artistas que as criaram também!

  20. Arte de péssimo gosto, figuras horrendas e sim tinha muitas imagens com conotação SEXUAL e não tiveram nem o Cuidado de pelo menos colocar uma classificação etária. Tenho certeza que tivesse feito isto teria evitado este stress.É uma arte ADULTA PARA PESSOAS ADULTAS. Não deveria ter sido permitido nem a entrada de crianças . Mas como sempre querem chocar e levam ferro. Lembrem-se os brasileiros são MAIORIA, CRISTÃ, MORALISTA E CONSERVADORA. E vocês minoria nunca vão conseguir vence-los .

  21. As redes sociais explicitaram a bola de ferro conservadora que atrasa o Brasil. Sobretudo culturalmente. Gente que não viu a exposição do Santander, que não leu os textos curatoriais, que está fora da história (da arte e cultural) há pelo menos um século, e de repente, ao ler o post do post do post do post, sai por aí bradando pela moral e bons costumes. Não sabe o que é crítica social através da arte, o que é liberdade de expressão, o que é transgressão. A falta de acesso à cultura, à escola, ao pensamento crítico faz com que as pessoas se tornem incapazes de um olhar perspicaz. Não passa pela cabeça dessa gente que representação da cena não é enaltecimento da cena. Tampouco conseguem vislumbrar a noção de diversidade. Anos luz se passarão até que entremos no já mais que insuficiente Iluminismo. Mas que maravilha seria se ao menos o Iluminismo chegasse por aqui. Porque estamos nas mais absolutas trevas. E estamos mesmo fdidos….(expressão que explica muito bem a pungente e tão execrada obra de Adriana Varejão constante da exposição encerrada pelo Santander. Aliás, que borra-botas é o Santander! Que tristeza para o curador Gaudêncio Fidelis, que fez um trabalho maravilhoso.)

  22. “parece desconhecer o catálogo e os menus sexuais amplamente oferecidos nos canais de conteúdo “adulto” na internet”

    Só porque existe, não faz com que seja correto, e SIM tenho uma ONG que combate a zoofilia em todas as mídias e estamos tentando vingar um projeto de lei que torna-a crime.
    Não somos fundamentalistas, somos defensores de animais que não possuem voz.

  23. Por que dar espaço quando o texto é CLARAMENTE falacioso? Essa tipo de falácia é patética.

    A falácia do espantalho é uma tentativa de reconstrução do argumento oponente de forma diferente, mais fraca e não representativa da intenção original do argumentador. Em outras palavras transforma-se o argumento original em um” espantalho”.

    Fonte: http://falaciasonline.wikidot.com/espantalho

  24. O petismo (e o PT) venera, adora, louva e cultua a baixa-cultura, o brega, barango, o Kitsch, o mau gosto. Tem ódio da arte de elite (Dostoiévski, por exemplo):

    O conceito, a ideia ou a “constelação” de arte não são excessivamente relativistas ao extremo:

    ¿o que seria ARTE?…

    ¿Anitta é ARTE?

    Completo relativismo (ou RELATIVISMO versus UNIVERSALISMO):
    A exposição barangona do banco Santander
    é puro lixo pós-moderno ou sei lá o quê.
    De um mau gosto engana-trouxa enorme. 😷
    Essa aí do texto de “O Antagonista” é uma obra de arte
    que cita um mito grego, via a literatura clássica,
    como citada no texto acima: “Os Trabalhos de Hércules”.
    Há que se fazer sim distinção entre uma coisa e outra,
    mesmo que pareça difícil de o fazer à 1ª vista:
    ¿ou será que se pauta completamente pelo relativismo extremado
    em que “TUDO é ARTE”?
    Nesse caso, então, música de Xuxa é arte?
    E Sertanejo Universitário é arte?
    ANITTA é arte?
    Kuá, kuá, kuá!

    =======================
    BACH — sim — é ARTE.
    =======================

    O Que se deseja mesmo é ser um “moderninho”. Repare.
É com esses doutorzinhos de universidade — o Gaudêncio Fidelis — que a gente vai ter que lidar.
    Vídeo pequeno no YouTube
[Para poder ver, copie e cole]:
http://m.youtube.com/watch?v=wsAZQMvGY0E

  25. Usar símbolos religiosos católicos de modo a ofender ok, né? mas fazer o mesmo com outras religiões é um absurdo. Isso deveria ser um absurdo c todas as religiões. Texto hipócrita em todos os sentidos! Além disso, desde quando tópicos de pesquisa em sites porno devem ser usados como parâmetro? Sexo com enteada, sexo entre crianças e estupro também é, e isso não justifica a naturalização desse tipo de ação. A brutalidade, violência explicita contra animais e crianças não devem JAMAIS serem reproduzidos e difundidos. Há sim um limite para a liberdade de expressão, em todos os campos.

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