O parque Realengo como equipamento de transformação periférica
Edição do mês
Cobertura Multiuso do parque Realengo (Federico Cairoli)
Desde que foi inaugurado, o parque Realengo Susana Naspolini entrou facilmente no repertório de projetos de arquitetura.
A imagem do projeto nasce da resposta dos contextos tanto de contratação quanto do local inserido; em termos de contratação, o projeto foi organizado pela prefeitura do Rio de Janeiro, a partir do processo licitatório na modalidade tomada de preço – em um edital aberto que teve como vencedor o escritório de paisagismo Ecomimesis Soluções Ecológicas, que projetou as áreas livres e gerenciou todo processo projetual, procedendo com o convite às equipes de arquitetura: Ayako Arquitetura, Helena Meireles Arquitetura, Larissa Monteiro, messina rivas e Zebulun Arquitetura.
As licitações costumam ser divididas em dois momentos: o primeiro edital de licitação corresponde à entrega de projeto em nível básico, e a entrega desse material tem a finalidade de levantar o orçamento total da obra e guiar o projeto executivo. O segundo edital, já com o valor total da obra, só pode ser celebrado com uma empresa construtora – sendo embutidos nesse valor os desenhos de nível executivo dos projetos de arquitetura, podendo a empresa incorporar a execução dos desenhos em sua equipe (como foi o caso do parque Realengo).
Já em termos de contexto, projetos de arquitetura de espaços públicos – especialmente em locais que costumam receber menos atenção da gestão pública em relação à manutenção – costumam se basear no que chamamos de “edifício rocha”: um edifício que demandará o mínimo de manutenção e respond
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