Entrevista e conto inédito de Lydia Davis
Edição do mês
(Theo Cote/Divulgação)
Lydia Davis: “Não alterei minha maneira de escrever para ser aceita por uma editora grande”
* Confira, ao final da entrevista, o conto Courtesy in a French City, de Lydia Davis – que tem, na Cult, sua primeira publicação
Uma das escritoras mais importantes do mundo, a estadunidense Lydia Davis está lançando no Brasil Um pato amado é assado: Ensaios práticos sobre práticas de escrita; o livro, traduzido por Camila von Holdefer, é uma seleção de textos não ficcionais publicados, originalmente, em Essays One, de 2019. Para a edição brasileira – que vem a público pela coleção Errar Melhor, da WMF Martins Fontes, organizada por Joca Reiners Terron –, foi feito um recorte com os ensaios contidos nas partes intituladas “The Practice of Writing”.
Davis conversou com a Cult, por chamada de vídeo, em um início de tarde no final de abril; ela estava em sua casa em East Nassau, vilarejo com população de menos de 600 habitantes, no estado de Nova York. O ambiente era iluminado por uma janela à direita da autora; uma luz amarela, de algum foco mais próximo de seu rosto, também entrava em cena. Percebia-se ainda, na sala, dois abajures desligados, um sofá ao fundo e, acima dele, uma pintura (imediatamente reconhecível) de seu marido, Alan Cote.
A pintura Maigret (de título homônimo ao detetive criado pelo romancista belga Georges Simenon), de 2022, é composta por dois painéis: um quadrado bordô seguido de um quadrado azul, ambos dispondo de elementos diagonais em outros tons. No bordô, os elementos
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