Uma dramaturgia lírica e apaixonada

Uma dramaturgia lírica e apaixonada
(Foto: Alécio Cesar)
  De 1919, quando deu à luz El maleficio de la mariposa, a 1936, ano em que concluiu La casa de Bernarda Alba, Federico García Lorca escreveu treze peças de teatro, que podem ser reunidas em cinco grupos distintos quanto aos gêneros sob os quais foram forjadas, segundo o filólogo espanhol Miguel García-Posada, responsável por editar a poesia e o teatro completos do escritor andaluz. Da categoria “dramas modernistas” fazem parte Mariana Pineda e El maleficio de la mariposa, que Posada classifica como um drama modernista de tipo simbólico. (Vale notar que o especialista não integra El maleficio... tampouco as demais peças juvenis do autor à publicação do teatro completo). As “farsas” são cinco, três para guiñol – Tragicomedia de don Cristóbal, Retablill de don Cristóbal e La niña que riega la albahaca y el príncipe preguntón (desaparecida) – e duas para pessoas: La zapatera prodigiosa e Amor de Don Perlimplín. Duas peças são classificadas de “comédias impossíveis”: El público e Así que pasen cinco años. Outras duas inserem-se na categoria “tragédia”: Bodas de sangre e Yerma. Por fim, há os dramas Doña Rosita la soltera e La casa de Bernarda Alba. Visto panoramicamente, trata-se de um conjunto de espécimes teatrais raros, cujo sopro de originalidade incorpora e ultrapassa sua filiação às formas populares de cultura, em caráter geral, e, em aspecto restrito, à dramaturgia do Século de Ouro espanhol, tendo merecido, assim, a atenção dos mais notáveis críticos de literatura e de teatro, alguns deles destaca

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